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sexta-feira, 17 de abril de 2015

[Favoritos da casa] Karen Blixen


Há 130 anos, na Dinamarca, nascia Karen Christence, a Baronesa de Blixen-Finecke, ou como nós a conhecemos: Karen Blixen. Sua vida toda (e não só um período dela) daria um livro: o pai se suicida quando ela tinha 10 anos e a mãe a cria, junto com os 4 irmãos, sozinha e dependente da ajuda de familiares. Aos 19 anos se casa com um primo distante e vai morar no Quênia, numa fazenda produtora de café. O casamento não é bem sucedido: o marido é mulherengo e a deixa sozinha por longos períodos. Ele se separam definitivamente em 1925. Durante esse período em que viveu na África ela conhece o homem por quem realmente se apaixona Denys Finh Hatton, mas como em um romance "típico", ele morre depois de poucos anos de relacionamento intenso. Em 1931, com o fracasso da produção de café ela volta para a Dinamarca. Durante esse período, publica em 1926 A vingança da verdade.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Eduardo Galeano - Ou: como As veias abertas da América Latina mudaram minha visão política


A notícia de ontem me pegou de surpresa. E me afetou de uma forma que eu jamais esperava. Eduardo Galeano nos deixou. Poderia traçar um perfil do autor uruguaio, mas não é isso que vou fazer. A característica que eu mais prezo aqui n'O Espanador é a liberdade de poder fazer algo diferente, nem que esse diferente seja uma história pessoal, um relato ou mesmo uma memória. E o texto de hoje é um pouco disso tudo.

Li As veias abertas da América Latina a pouco mais de 10 anos e acho que eu nunca parei pra internalizar a verdadeira importância desse livro na minha vida. Sempre que penso nos meus livros fundamentais, sempre penso na Literatura (fiz questão de colocar essa letra maiúscula) e normalmente deixo de lado a não-ficção. Não sei qual a razão disso, mas sempre aconteceu.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

[Leituras Compartilhadas] Resultado do sorteio

O sorteio do exemplar de Stoner, do John William acabou de acontecer! Agradecemos a todos que participaram. Mas vamos ao resultado?

Como dissemos, o sorteio seria feito de maneira randômica pelo Random.Org, que escolheria "o número" do vencedor, de acordo com a ordem que os participantes preenchiam o formulário. Assim:


Ué... Mas por que vocês começaram pelo número 2 do formulário? Vocês ignoraram a primeira pessoa que preencheu? Que sacanagem!!!!

Não... na verdade a primeira linha estava preenchida com as perguntas que fizemos. Nós poderíamos ter excluído essa primeira linha para fazer, né? Sim, mas só nos ocorreu depois que fizemos o sorteio e achamos que seria sacanagem refazer...


Tá bom, vai... A gente perdoa... Mas quem é o número 34???


Monica, de Florianópolis! Vamos mandar um e-mail agora para você, que tem até dia 16 (quinta-feira) para responder com o seu endereço. Se isso não acontecer, faremos outro sorteio.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Kingsman: Serviço Secreto - Mark Millar & Dave Gibbons

Kingsman, o filme, se não foi a melhor surpresa cinematográfica do ano, foi ao menos a primeira (olha...vai ser difícil desbancar esse na minha opinião) com uma homenagem muito honesta e interessante ao cinema de espionagem dos anos 60 a.k.a Filmes do James Bond, mas aí seria limitar demais o gênero. Para quem acredita que a estética reality da fase atual com Daniel Craig é a definitiva, não sabe o quanto a série mudou com os anos, mas sempre mantendo o espírito da época dos filmes, se nos anos 60 Bond era o espião frio e com bugigangas explosivas, hoje ele é o homem falivel que sangra, bem ao espírito crítico do ser humano atual. Cassino Royale e Skyfall são filmes brilhantes assim como Dr. No, Moscou Contra 007 (meu preferido) e Goldfinger.

Kingsman deve muito e é um ode à 007, não o de Craig mas o de Sean Connery, tanto a graphic original quanto o filme de 2015. Contudo esse é um estranho caso em que o filme é ligeiramente melhor que o original muito pelo fato de estar mais ligado à homenagem do que o quadrinho, que tenta ser mais uma crítica ao universo geek, do que uma reinterpretação do mito do espião britânico. Assim como outras obras de Millar, o foco é problematizar a zona de conforto que o mainstream do quadrinhos nos dias de hoje. As grandes editoriais e seus heróis.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Galileu Galilei - Um revolucionário e seu tempo

Como todo nerd fã de ciência que se preze, eu tenho meus cientistas favoritos: Graham Bell, Tesla, Copérnico, Marie Curie e, é claro, Galileu. Todos eles se destacam, no meu ponto de vista, por serem, além de cientistas brilhantes com contribuições inestimáveis ao conhecimento, por serem humanos com caráter, firmeza de espirito e ética. A biografia nos permite “conhecer” esses personagens históricos a ponto de gostarmos (ou não) deles e, para ela ser boa ela precisar ter um mínimo de imparcialidade.

É esse olhar imparcial que eu acho uma das principais e mais interessantes características de Galileu Galilei – Um Revolucionário e seu tempo, de Atle Naess. Num texto fluido e relativamente curto Naess narra desde o nascimento de Galileu, filho de um músico da corte e estudioso de música, até sua morte aos 77 anos idade.
Galileu vive num período conturbado do fim da Idade Média numa Itália ainda dividida em reinos independentes sob constante ameaça de uma igreja católica belicista. Era uma época em que, como hoje, os contatos podem mudar o rumo da vida das pessoas.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

[Leituras Compartilhadas] Discussão "virtual" + sorteio

Nosso querido clube de leitura já está quase fazendo dois anos e tivemos encontros maravilhosos. Infelizmente muita gente querida não pode participar por questões geográficas ou pela vida caótica de São Paulo. E sempre surgiu a pergunta de se não poderíamos fazer algo virtual, como o hangout do encontro. Mas como isso é muito complicado*, mês passado pedimos dicas pelo blog e pelo instagram e recebemos algumas sugestões valiosas.

Então decidimos que começaremos a discutir o livro do mês aqui no blog também! Temos uma aba do [Leituras Compartilhadas] em que reunimos informações para quem quer ir ao encontro. Ela está desatualizada ainda, mas até o dia da discussão estará tudo bonitinho. A discussão presencial, na Livraria da Vila da Fradique, acontecerá dia 24 de abril (sexta-feira) e dia 25 faremos um post com alguns pontos de discussão e as pessoas poderão discutir nos comentários. Prefere fazer um vídeo ou um post sobre o livro? Manda o link pra gente que colocaremos no post também.


Escolhemos desta forma para facilitar para todo mundo. Para comentar e participar não é preciso fazer cadastro e como o post estará na aba, poderemos falar de todo o livro sem nos preocupar com spoilers. (obs.: ainda que seja um "fórum aberto", comentários grosseiros, ofensivos e que não se relacionem à discussão serão deletados, ok?)

E pra comemorar esse nosso novo começo, a editora Rádio Londres (que agora é parceira do blog!) vai dar um exemplar da nova edição do "Stoner"! O sorteio acontece aqui no blog. Confira as regras:

1- Basta preencher a pesquisa do Google Docs com um e-mail válido (que será como entraremos em contato com você e seu nome (cadastros duplicados serão desconsiderados);

2- O sorteio será feito dia 13 de abril (segunda-feira). Contaremos quantas pessoas participaram e colocaremos o número no Random.org, que selecionará o número do vencedor de forma randômica;

3- Mandaremos um e-mail para o vencedor, que terá três dias (ou seja, até dia 16 de abril) para nos responder com o endereço de envio do livro;

4- O livro será enviado pelo pessoal da Rádio Londres :)

5- Para participar é preciso ter um endereço de entrega no Brasil!!!

Clique aqui para participar! E boa sorte para todos :)


*Sempre pensamos muito nisso e realmente seria legal poder fazer um hangout do encontro, mas infelizmente chegamos à conclusão de que isso seria impossível. Primeiro pela nossa falta de equipamento: é um círculo de discussão e a captação de áudio seria complicada. Além disso, o clube presencial poderia perder a espontaneidade, afinal não é todo mundo que quer aparecer...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Batman Noel - Lee Bermejo

Sim, é um título estranho. Sim, estamos a muitos dias do Natal ainda, mas a HQ está saindo agora. E ainda que à primeira vista o título nos faça remeter ao cavaleiro das trevas com um enorme saco das trevas distribuindo brinquedos, à la Nightmare Before Christmas, não é isso que a história trata, e para quem não pensou nisso, explico... sou muito imaginativo. Ainda que essas fossem minhas expectativas com o volume, elas foram viradas de cabeça para baixo naquela que eu já considero uma das melhores histórias do Homem-morcego dos últimos tempos.

E é uma adaptação de Um conto de Natal de Charles Dickens. Você pode estar pensando "WTF???", mas é isso mesmo, conseguiram colocar Dickens no meio de Batman e ficou fantástico, ainda mais que, ao contrário de muitos outros super-heróis, o Homem Morcego já tem várias histórias alternativas e reinterpretações que estão nos anais das HQs, dentre elas Cavaleiros das Trevas, Asilo Arkham, Piada Mortal, Longo Dia das Bruxas, citando só algumas conforme me vem na memória e devo informar que Batman Noel figura agora entre estas agradáveis companhias.

terça-feira, 31 de março de 2015

[Achados do Sebo] Revista Granta

O Achados do Sebo de hoje é possivelmente o mais inesperado de todos os posts dessa seção tão especial aqui d'O Espanador.

Hoje vou falar sobre a Revista Granta (e as 6 edições que eu encontrei por um preço honesto).

As maravilhosidades!
Talvez você que esteja ai lendo esse texto não saiba, mas eu adoro a Granta. Acho a revista inovadora, interessante e criativa. Confesso que nunca tinha ouvido falar dela antes de entrar pra esse universo dos livros, em 2008, mas depois que vi a primeira edição em português com os melhores Jovens Escritores norte-americanos (número 1 da edição em português), me encantei. O que eu mais gosto na Granta é a mistura entre os novos autores com nomes já consagrados. E principalmente essa ideia de cada número temático, seja dividido por país ou mesmo para tentar entender um momento.

segunda-feira, 30 de março de 2015

[Espananews] Grupo Companhia - Objetiva apresenta importantes mudanças

Em março do ano passado a notícia da compra dos selos de interesse geral do grupo espanhol Santilana pelo conglomerado inglês Penguin Random House também abalou o mercado editorial brasileiro. Acontece que Objetiva e Companhia das Letras acabavam de se tornar parte de um mesmo grupo. Começaram a surgir boatos e especulações sobre o futuro dessas editoras, afinal muitos selos competem pelo mesmo nicho de mercado.

Mudanças e fusões sempre vão ocorrer, isso é inevitável. Mas sempre se tem a promessa que nada vai mudar. E foi assim que aconteceu neste caso também: Luiz Schwarcz, da Cia, e Roberto Feith, da Objetiva, afirmaram que nada mudaria e que as duas casas editoriais manteriam suas operações independentes. Ainda assim, Schwarcz seria o representante da Penguin no país e as duas editoras deveriam se reportar a ele.

E de fato nos primeiros meses dessa fusão nada, ou quase nada, mudou. Já em janeiro deste ano o departamento comercial das duas editoras foi unificado. E dia 25 de março Roberto Feith anunciou que deixará o comando da Objetiva até abril. De acordo com a sua nota de esclarecimento, ele ficará no cargo de consultor, editor especial e representante institucional da Objetiva e Cia. das Letras.

quarta-feira, 25 de março de 2015

[Drops] Pinóquio no país dos paradoxos

Pinóquio não é necessariamente um "conto de fadas" (em minha modesta opinião é mais uma fábula), mas se presta, como os contos de fadas, a releituras bem interessantes. Uma das mais recente é o livro de Alessio Palmeiro Aprosio, Pinóquio no Pais dos Paradoxos.

Nessa nova versão, Aprosio mantém todos os personagem que conhecemos, mas faz algumas alterações na história para poder incluir os paradoxos que são “explicados” pelo Grilo Falante no final de cada capítulo.

A ideia é bem interessante: utilizar uma história conhecida para explicar paradoxos filosóficos e matemáticos de forma bem simplificada e, acredito, consegue fazer isso com sucesso nos 19 capítulos do livro.

[Favoritos da casa] Flannery O'Connor

Por: Tatianne Dantas

O primeiro contato que tive com a Flannery O'Connor aconteceu de uma forma inusitada. Primeiro, devo dizer que passei a vida achando que tratava-se de um homem. Até sair a edição da Cosac Naify na coleção Mulheres Modernistas, Flannery era, no meu imaginário, um senhor ali meio aparentado com William Faulkner. Desfeito o engano, um dia estava observando a prateleira de literatura norte-americana da biblioteca e me deparei com o título A good man is hard to find and other stories da dita escritora e resolvi arriscar. Confesso que os motivos não foram muito nobres, queria só ler alguma coisa em inglês. Mas, como muitas vezes acontece, é na despretensão que temos as melhores experiências literárias. Foi justamente isso que aconteceu. Quando terminei o conto que dá título ao livro fiquei muitos minutos olhando para o teto e pensando que era uma das coisas mais maravilhosas que já havia lido na vida. Hoje, alguns meses depois de ter terminado todo o livro, acho que o encontro com Flannery foi um dos mais incríveis que a literatura já pôde me proporcionar.

Como faço sempre que termino algo muito bom, fui pesquisar quem era Flannery, do que ela era feita, quais outros livros haviam sido publicados. Queria ler todos. Descobri que o primeiro nome dela era Mary e que havia morrido muito jovem (39 anos) de uma doença muito debilitante, o lúpus. Seu pai também sofria da mesma doença. Ressaltei esses dois aspectos porque eles me disseram muito sobre a escritora Flannery, que dedicou sua vida a ser, principalmente, uma maravilhosa contista e abordar em seus textos o conflito que existe quando se tem uma formação muito cristã.

terça-feira, 24 de março de 2015

[Espananews] Graphic MSP 2015

Em seu Twitter e Instagram, Sidney Gusman, editor da coleção Graphic MSP tem dado dicas sobre os próximos lançamentos deste ano.

Em maio será lançado Penadinho - Vida, da dupla Cristina Eiko e Paulo Crubim. O casal divide a autoria do Quadrinhos A2, revista independente que já está em seu terceiro número.

Nos planos iniciais, o quadrinho que abriria a "temporada 2015" da coleção seria Louco, do Rogério Coelho, mas aconteceram alguns atrasos na produção e o álbum foi remanejado.

Sidney já divulgou dois frames do Penadinho e promete mais novidades e previews do quadrinho para abril.

segunda-feira, 23 de março de 2015

[Colaboradora] Americanah

Por: Mariana Tomazelli
Americanah é um romance de Chimamanda Adichie, uma escritora anglófona nigeriana. Chimamanda recebeu diversos prêmios por seus três romances (Hibisco roxo em 2003, Meio sol amarelo em 2006 e Americanah em 2013), sendo que este último foi vencedor do National Book Critics Circle Award e eleito um dos 10 melhores livros do ano pela NYT Book Review. A autora também é conhecida por suas duas palestras no TED: O perigo das histórias únicas (2009) e Sejamos todos feministas (2012). Parte de suas falas no TED Sejamos todos feministas foi incluída pela cantora Beyoncé na gravação de sua canção "Flawless" (olha que pop!).

Chimamanda merece ser lida e ouvida. Tanto seus discursos quanto sua escrita são extremamente inteligentes e envolventes. Suas referências e exemplos africanos são aproveitados com legitimidade e nos permitem ter uma visão menos estrangeira da África. Em seu maravilhoso TED sobre os perigos das histórias únicas, ela conta como sua forma de ver a literatura mudou ao conhecer livros escritos por africanos, bem menos acessíveis que os livros estrangeiros: "I realized that people who looked like me could live in books".