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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A História do Corpo Humano

Parafraseando um ex-presidente, nunca antes na história da humanidade tantas pessoas sofreram com doenças cardíacas, obesidade e diabetes (somente para citar algumas). 

É fácil culpar o fast-food, a vida estressante e a falta de exercícios. Com isso, as pessoas são "coagidas" a comer melhor, fazer exercícios, relaxar... Mas, será que isso é tudo? Por que as pessoas continuam a preferir comidas calóricas? Por que algumas fazem dietas e exercícios e não emagrecem? A resposta para essas e outras perguntas muito provavelmente está na forma como o humano evoluiu e é essa tese que Daniel E. Lieberman defende com graça, elegância e clareza no livro A História do Corpo Humano.

A primeira parte trata de forma bastante sucinta, mas muito didática, da evolução do ser humano, desde sua "separação" das linhagens de outros símios até o surgimento Homo Sapiens. A segunda parte trata das revoluções agrícolas e industriais e como elas mudam a forma que comemos, vestimos e vivemos. Foi o domínio da agricultura e pecuária e o surgimento da uma indústria alimentícia que tornou possível alimentar um número maior de pessoas. Porém, nem sempre quantidade é sinônimo de qualidade e a partir desses avanços tecnológicos que as "doenças modernas" começaram a prevalecer. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

[Lendo a ditadora] Vamos ler e discutir?


Vivemos em tempos estranhos. Tempos em que pessoas pedindo a volta da Ditadura Militar e tirando foto com torturadores são atitudes consideradas normais, só mais um programa de domingo. Não compactuamos com essas ideias e queremos distância de qualquer coisa semelhante ao que foram os regimes ditatoriais.

Mas isso aqui é um blog de literatura, então vamos à ela:

A Pipa (do blog Pipa não sabe voar) convidou um grupo sensacional de amigos amantes da literatura para um projeto muito bacana e totalmente pertinente neste nosso momento: o Lendo a ditadura.

Neste novo blog serão postados resenhas (e texto e em vídeo) de livros (e também músicas e filmes) que retratam o que foram os anos de ditadura. Pois acreditamos que com o conhecimento da história e o que de fato representaram esses anos para a sociedade é que podemos ter uma visão mais crítica para não repetirmos erros do passado.

Os espanadores foram convidados para contribuir no blog e em breve teremos vídeos e textos sobre o tema. Mas nos nossos arquivos, encontramos algumas resenhas já publicadas:

Não falei - Beatriz Bracher
K. - Bernardo Kucinski
Você vai voltar pra mim e outros contos - Bernardo Kucinski
Batismo de sangue - Frei Betto
Estive lá fora - Ronaldo de Correia Brito

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Turma da Mônica - Lições - Lu e Vitor Cafaggi

A Graphic MSP chega no seu 8º título com o lançamento do 'volume 2' da Turma da Mônica. Lições, novamente escrito pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. Difícil imaginar tamanho sucesso (público e crítica) quando o Sidney Gusman (o editor do selo e principal responsável pelas escolhas dos artistas) começou o selo com a publicação do Astronauta: Magnetar (Danilo Beyruth e Chris Peters).

Utilizar personagens já eternizados (ou não) parece ser uma fórmula certa de sucesso. Mas essa é uma impressão enganosa. Porque ao contar uma nova história, não dá pra ficar só na lembrança dos leitores. É preciso de algo mais. Dentro do selo existe alguns casos de personagens que não estavam entre os meus favoritos e viraram ótimos quadrinhos (Penadinho e Astronauta, por exemplo) e outros que estiveram presente na minha formação de leitor como a Turma da Mõnica.

E é sobre eles que vou falar hoje. Mais precisamente sobre Lições.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

[Colaboradora] Chelsea Wolfe e a literatura

Por: Michelle Henriques
Conheci a cantora norte-americana Chelsea Wolfe em meados de 2011. Um amigo postou uma versão dela para "Black Spell of Destruction" da banda norueguesa Burzum e achei aquilo mais do que curioso. Fui atrás de outras coisas dela e acabei me apaixonando. Junto com Misfits e Nick Cave ela forma a tríade das músicas da minha vida. O que eu mais gostei nela logo de cara foram as claras influências da literatura, e por isso resolvi fazer esse post falando dos livros que a inspiraram.

Antes de fazer sucesso com a banda que leva seu nome, ela tinha um projeto chamado Winter Trees, com Terra Lopez do Sister Crayon. Winter Trees é o nome de um livro de poesias da Sylvia Plath.



Antes do seu primeiro álbum The Grime and the Glow, Chelsea lançou alguns EPs. Um deles, chamado Tour 2009 continha a música "Underwater", inspirada no suicídio de Virginia Woolf. Essa música saiu como bônus em seu disco acústico de 2012, Unknown Rooms, já com o nome de "Virginia Woolf Underwater".


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Por lugares incríveis – Jennifer Niven

por lugares incriveis
O suicídio é um tema forte, quem já perdeu alguém por essa tragédia sabe o quão pesada a vida se torna, e o quão difícil é entender a cabeça da pessoa que se foi, pois muitas vezes parece uma ruptura com aquilo que conhecíamos, como se um dia a pessoa estivesse bem e no outro… é um choque. O grande acerto da narrativa de Por lugares incríveis é conseguir transmitir um pouco dessa sensação com o desenrolar da história. Infelizmente isso mais parece ser a consequência de um grande erro, do que um efeito estruturalmente planejado. Jennifer Niven vai nos contar a história de dois adolescentes que por motivos distintos acabam no parapeito de um prédio, prontos (ou quase prontos) para dar fim a vida e ao se conhecerem começam a ter um amizade, que as poucos vai se tornando (adivinhem?!!? … cuidado que vai ser chocante) um caso de amor, e por meio de alguns clichês ela tece essa história que tenta dar um tom leve ao suicídio e isso é tão… frustrante.

Dia desses vi um livro que fala um pouco sobre suicídio, ele tem o estilo/plágio do Destrua esse diário da Keri Smith, o que poderia ser uma ideia bem interessante, entretanto o autor resolveu ser um pouco mais "específico": ele fala exatamente de suicídio provocado por espinhas… ¬¬. Não foi o auto-corretor, foi isso mesmo que você leu. Não vou entrar no mérito do quão bizarra é a ideia, só acho que se alguém comete o ato final por causa disso provavelmente é uma questão mais de auto-imagem x mundo em que vivemos do que de pus, mas isso serve para ilustrar o quanto isso é às vezes romantizado demais querendo ser o novo Werther, ou suavizado de forma excessiva, e é este o caso aqui.

domingo, 2 de agosto de 2015

Espanador 5 anos




Há exatos 5 anos, sem saber muito bem como funcionava essa coisa de blog, colocamos no ar o post sobre Luka e o fogo da vida, do escritor Salman Rushdie. Pronto, O Espanador já estava no ar.

Tivemos a ideia de criar um blog para falar de livros. Pode parecer simples, mas mesmo na época não tinhamos quase nenhuma referência do que queríamos fazer. Hoje ficou claro que existe um universo enorme de possibilidades, de dicas de livros de resenhas dos mais variados gêneros. É possível que naquele tempo também deviam existir, mas acho que nenhum de nós conhecia muito bem.

O Espanador quando nasceu tinha como principal intuito conversar sobre nossas leituras com nossos amigos livreiros, trocar dicas e indicações. Toda a equipe trabalhava (ou tinha trabalhado) na mesma livraria em São Paulo e foi entre os livros que nos conhecemos, ficamos amigos e tivemos a vontade de conversar com mais pessoas.

Mas a coisa toda foi crescendo e em pouco tempo descobrimos que não eram mais só nossos amigos que visitavam o blog. Possivelmente uma das razões seja a variedade de temas que falamos aqui. Para poder ilustrar melhor o que estamos querendo dizer, vamos mostrar uma sequência de textos de 2011. Vejam só:

21 de Novembro - Uma Duas - Eliane Brum (Literatura Nacional)
22 de Novembro - Omero - Derek Walcott (Poesia Estrangeira)
24 de Novembro - Diálogos Fabulosíssimos - Gilles Eduar (literatura infantil)
25 de Novembro - Coração - Edmondo de Amicis (Clássico Infanto-Juvenil)
26 de Novembro - Lucille - Ludovic Debeurme (Quadrinhos)
28 de Novembro - Quem é você Alasca? - John Green (Literatura Juvenil)
29 de Novembro - Wonderstruck – Brian Selznick (Literatura Juvenil em inglês)
30 de Novembro - E o Cérebro Criou o Homem - Antônio R. Damásio (Neurociência)
01 de Dezembro - Cemitério de Praga - Umberto Eco (Literatura Estrangeira)

Nessa sequência de textos, dá para perceber um pouco da essência d'O Espanador. Todas as nossas leituras e gostos, tão diferentes, convivendo muito bem com todos os gêneros. A parte curiosa é que até mesmo por essa variedade, percebemos depois que alguns textos (de quadrinhos, por exemplo) sempre tinham muito menos visualizações do que um Juvenil. Mas nem por isso deixamos de fazer, pelo contrário, por um tempo falávamos todo sábado de quadrinhos.

Nesse tempo de Espanador também criamos algumas seções que nos deixaram orgulhosos como Espanador Apresenta,
Favoritos da casa,
Espananews,
Mania de Listas,
Tirando o pó,
Espanada de Verão,
Feira de Frankfurt,
Bienal do Livro,
Festa do livro da USP,
Flip

Ao longo do mês, falaremos mais sobre essas seções em outro post.

E durante todo esse tempo, leitores se tornaram amigos. E leitores amigos tornaram-se colaboradores também. E com tudo isso vieram as milhares de ideias e discussões, o canal do Youtube, o clube de leitura... Cinco anos depois estamos muito além do que imaginávamos lá naquele dia 2 de agosto, quando colocamos nosso primeiro texto.

Não tivemos pressa e fomos fazendo as coisas aos poucos. Ainda queremos fazer muito mais. E nada disso seria minimamente possível sem o apoio dos nossos amigos/leitores (muitas vezes as coisas se misturam e temos muita sorte por isso). Só podemos agradecer a todos vocês por nos acompanhar, pelas ideias, indicações, elogios (e alguns trollzinhos também, porque ninguém é de ferro)...

Olhando pra trás, cinco anos parece uma vida. E realmente é. Deu, e ainda dá, muito trabalho, mas O Espanador trouxe muita coisa boa nesses anos e isso nos dá força pra poder dizer com tranquilidade: Que venham os próximos cinco anos!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

[Especial de férias] Michelle

Por: Michelle Henriques
Quando a Juliana me pediu para escrever sobre livros que eu gostaria de reler se tivesse 30 dias de férias, pensei naqueles maiores e mais trabalhosos para ler. Depois pensei que gostaria de ler livros reconfortantes, aqueles para os quais eu volto quando preciso descansar um pouco a cabeça.

O primeiro deles sem dúvida seria Só Garotos da Patti Smith. Neste livro ela nos conta um pouco de sua vida e carreira, mas o foco está na sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethrope.

Sabe aquela situação de sentir nostalgia por algo que não se viveu? Foi assim que terminei de ler esse livro, com saudades dos personagens, com vontade de ter vivido todas aquelas coisas com eles.

Indico esse livro não apenas para os fãs da carreira musical de Patti, mas para todos que gostam de um bom livro de memórias, sensível e que não cai em clichês.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Especial de férias] Amanda

Férias... a desculpa perfeita para fazer mais do que já fazemos muito: ler. Para isso eu tenho algumas sugestões de leitura para esses dias:

Mortais – Nós a Medicina e o que importa no final
Atul Gawande
Ed. Objetiva
264pp

Não se deixe abalar por esse título estar classificado como “auto ajuda” numa livraria famosa. Não se trata disso, mas de uma análise objetiva de uma inevitabilidade da vida: a morte. Por mais que a medicina tenha evoluído e as pessoas (tendo dinheiro suficiente) passaram a ter acesso as mais modernas técnicas de tratamento e cura de N doenças, chega um momento em que uma verdade deve ser encarada: o paciente vai morrer. Como lidar com isso? Médicos estudam para salvar vidas mas poucos se importam em dar uma morte digna ao seu paciente. Muitos familiares preferem a ilusão de ter seu ente querido preso a máquinas numa vida vegetativa e sofrida, ou recorrem a “milhões” de tratamentos que não terão chance de sucesso, a permitir que o paciente tenha um atendimento que vise amenizar a dor, trazer conforto e uma morte tranquila. Eu particularmente preferia não morrer, mas já que isso é inevitável, que seja da forma mais pacífica possível. É basicamente sobre isso que o livro fala: como permitir (e aceitar) a mortes. Para ler na praia, tomando sorvete importado e vendo corpos lindos semi-nus e bronzeados (porque enquanto a morte não chega, bora curtir a vida!)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

[Especial Férias TIROLEITE] Confessionário

Por: Bruno Leite
Olá, senhor Big Brother que tudo vê e tudo sabe. Faz um semestre que não escrevo pro blog. Não é como se eu estivesse muito feliz com isso, ok? Estava estudando, poucas coisas legais, outras bem desnecessárias, por isso a ausência. Mas eu queria dizer que tenho metas; sim, isso mesmo, metas para as minhas férias. O que? sim um mês de férias. E daí que é pouco tempo, metas existem para serem cumpridas, tá legal? Quais são elas? O senhor se importa se eu organizar por tópicos? Então tá

1 - Aprender a pronunciar prisencolinensinainciusol 


(não me canso de assistir isso)

2 - Escrever uma resenha para A Amiga Genial (a Ju já falou dele aqui), Nós (escrevi sobre ele no blog da Intrínseca), Circo Invisível e Lolita

sábado, 4 de julho de 2015

[Especial de férias] Juliana

Julho este ano representa para mim férias do trabalho. Férias que vinha sonhando há muito tempo...

Mas o fato é que já planejei mil leituras e tantas outras coisas que quero fazer neste um mês, que tenho certeza que não conseguirei fazer boa parte do que quero e ficarei frustrada... Esta é a história da minha vida. Mas tudo bem... Um dia me acostumo.

Findo, meu chororô, vamos a parte boa. Às coisas que importam neste post: as leituras de férias.

Comecei a ler Prisão da fé em março deste ano. Estava um num dia de ócio e a fim de ler um pouco sobre cientologia... Mas não estava preparada para toda  maravilhosidade que é este livro.

O jornalista Lawrence Wright faz um panorama da religião e de seu criador, o genial (e interpretem isso como quiser) Ron Hubbard. A coisa é tão instigante e ao mesmo tempo tão cheia de informações e histórias surreias, que parei a leitura e pretendo recomeçar o quanto antes.

Mesmo sem ter terminado a leitura, já o recomendo para todos. Nas pouco mais de cem páginas que li já fiquei fascinada por todo esse universo sempre tão pouco aberto a estranhos, além das milhões de excentricidades do fundador da religião.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

[Especial Férias] – Rafael Menezes e a pilha só aumenta


Férias Galera!

Hora de descansar e encarar as leituras mais complexas, os projetos mais insanos, ou tirar da estante aquele livro que você comprou e ainda não leu. Seria lindo se fosse assim… mas minha pilha só aumenta e sem prazo para diminuição.

Ao pensar sobre essa lista cogitei em colocar os projetos mais antigos de minha vida, mas falar novamente da Montanha Mágica, mas isso seria uma auto-trollagem, quem me conhece a mais tempo sabe que esse é meu projeto eterno. Conversando hoje com minha namorada retomar Em busca do Tempo perdido do Proust também é algo bem tentador de se fazer, vide que como não estou de férias essa lista será simplesmente os desejos que moram dentro do meu coração, e possivelmente eu não vou conseguir realizar tão já. E apesar desses livros encaixarem bem no meu critério primordial para os livros de férias: O tamanho.

Um leitura de férias para mim tem que ter uma grande extensão para se justificar, pois eu não consigo ter fôlego para ler as vezes, mas apesar do desejo concreto de ler as obras acima,vou fazer uma lista diferente e indicar três livros que entraram para minha biblioteca recentemente e são clássicos contemporâneos editados por editoras não do grande escalão, mas que trazem obras essenciais da literatura mundial.

1 – Stephen Herói – James Joyce – Hedra.

stephen-heroi

Não é exatamente considerado um romance, mas é o rascunho do que seria O Retrato do Artista quando jovem, mas é um semi-romance essencial para os fãs de Joyce,ou para qualquer um que estude literatura genética, que ó ramo que estuda a evolução de um romance pelos rascunhos, e eis que eu curto ambas as coisas. Nem mesmo em inglês Stephen Hero tem várias edições, e que eu saiba, essa foi a primeira edição de uma tradução deste pseudo-romance que é muito maior que o Retrato do Artista e já pressupõem algum dos recursos estilísticos que seriam amplamente explorados em Ulysses.

2 - Última Tentação, A – Nikos Kazantzákis – Grua.

última tentação

Reeditado após muitos anos pela Grua, que está reeditando a obra deste que é considerado o maior escritor grego de todos os tempos. Você já ouviu falar dele? Não. Normal, sua obra nunca foi bem editada no Brasil, mas Kazantzákis é autor além deste livro que deu origem ao filme de Scorsese,e a criação do personagem Aléxis Zorba, imortalizado no cinema por Anthony Quinn em Zorba, o grego e ainda um outro livro que é considerado sua obra-prima (E esperamos que a Grua o edite também) o Cristo Recrucificado, em que o martírio de Cristo ocorre nos dias de hoje em um pequeno vilarejo.

Podemos ver aqui uma recorrência do tema religioso em sua obra, não da maneira católica mas de maneira crítica, em a Última Tentação temos uma biografia de Cristo humanizada e simbólica, Jesus é um carpinteiro que fabrica cruzes onde as pessoas são crucificadas, escuta vozes em sua cabeça e flerta com o esquizofrenismo, e sem mudar os fatos mitológicos da história, mas os reinterpretando de maneira similar ao que Saramago faz em O Evangelho segundo Jesus Cristo, ainda que no caso de Kazantzákis seja essencialmente realista. O autor foi excomungado da igreja e ainda tem a fama de herege até os dias hoje.

3 – Nós, os Afogados – Carsten Jensen – Tordesilhas.

nós, os afogados

Um subgênero literário que sempre gostei é o relato marítimo, em especial o épico Moby Dick, e os livros Joseph Conrad, até vejo graça no Garoto no Convés de John Boyne… enfim, creio que esse subgênero é uma realidade tão distante que fascina, assim como o western cinematográfico. E incrivelmente um clássico contemporâneo é o livro Jensen que foi originalmente publicado na Dinamarca em 2006 e finalmente chega em português do Brasil.

Nós, os afogados é uma homenagem ao gênero além de ser um romance histórico dinamarquês que abrange quase cem anos da história do país. Começando em 1848 e terminando em 1945, passando por três gerações de uma família que tem a veia marítima em seu sangue: Laurids no século XIX em guerra com os alemães, seu filho  Albert na vida marítima e o órfão adotado Knud transpondo a tradição ao mundo moderno, onde o ofício do homem do mar está por um fio e não é acidente o livro terminar em 1945, pois a segunda guerra é o conflito para qual Knud vai se encaminhar.

Essas seriam minhas indicações, e fiquem ligados nos próximos pois temos vários colaboradores com seus livros de férias e uma pergunta para vocês: Quais são os seus?

terça-feira, 30 de junho de 2015

[Especial de férias]


Julho sempre lembra férias. Mesmo se continuarmos trabalhando, é o momento da pausa na escola/faculdade/pós/curso... Enfim... É um mês (pra muita gente) mais calmo, hora de colocar algumas leituras em dia...

Nas próximas duas semanas o blog entrará de "férias". Alguns de nós estaremos na Flip, outros vão descansar, outros trabalhar... Mas o blog para um pouco para reprogramar e planejar novidades.

Mas como férias sempre significam mais leituras para nós, resolvemos indicar/contar o que queremos ler nesse período de pausa. Também convidamos algumas pessoas queridas.

Boas férias para todos e ótimas leituras.

E quais serão as suas leituras de férias?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[Hello, editoras!] The Ever Trilogy

Tempos difíceis pedem medidas drásticas. Com o dinheiro curto eu me rendi definitivamente aos e-books. Uso Kobo (por enquanto, mas estou esperando o novo Kindle) e comprei alguns livros e baixei muitos outros no site da Cultura. Gastei em mais de 30 e-books o valor que gastaria em três ou quatro livros.

O grande "problema" dos livros grátis é que muito deles são o primeiro volume de uma trilogia. É uma estratégia meio traficante de drogas: te dou uma amostra, mas você tem que comprar as outras doses. Foi assim que eu descobri a "trilogia Ever" (The Ever Trilogy, no original) de Jasinda Wilder.

Pensa num novelão, daqueles cheios de reviravoltas, dramas, angustias, crises e um grande amor. Pensa numa história de amor, de perda, de superação, de perdão e recomeços. É  isso você encontra nos três livros dessa série.

A história a principio é bem simples: Ever e Caden se encontram pela primeira vez aos 15 anos num acampamento para jovens e promissores artistas. Ela pinta, faz escultura e se interessa por fotografia. Ele é um desenhista precoce e talentoso. Eles se interessam um pelo outro de um jeito inocente e gracioso e depois que acampamento termina eles mantém a amizade por cartas. Cartas escritas a mão são "personagens" charmosamente old fashion nas historias e nesses livos não poderia ser diferente: Cadem escreve em folhas de caderno simples e Ever escreve em papeis de carta especiais e perfumados. E cada carta cada um escreve sobre seus medos, suas esperanças suas tristezas.