E-mail

ATENÇÃO! NOSSO E-MAIL MUDOU!!! PARA ENTRAR EM CONTATO, ESCREVA PARA: espanadores@gmail.com



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Colaboradora] Chop, Sizzle, Wow: The Silver Spoon Comic Cookbook

Por: Danusa Penna
A Phaidon lançou um livro que virou meu mimo na livraria, o divertido Chop, Sizzle, Wow: The Silver Spoon Comic Cookbook, um livro de receitas em quadrinhos. Explico: The Silver Spoon Cookbbook é conhecido como um livro clássico de receitas italianas. Pelo seu tamanho sucesso, fizeram uma coleção: Silver Spoon Pasta (que eu tenho e já testei), Silver Spoon Children (ainda terei) e este maravilhoso Chop, Sizzle, Wow.

O livro tem receitas fáceis e divertidas, tudo contado passo a passo. Entre tantas receitas temos: Ovos na cocotte, Bruschetta de Tomate e Lasanha a Bolonhesa. Esperemos que os espanadores, com esta forcinha, brinquem na cozinha sem medo. Escolhemos um fácil e prático “Bife à Pizzaiolo”. Só fizemos duas alterações: quando branqueamos os tomates fizemos um corte em cruz para a pele sair mais fácil e usamos orégano fresco. Mas não se prenda pela erva e use seu orégano do vidrinho tranquilamente.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[Espanada de Verão] - Manias literárias


Eu poderia estar matando, eu poderia já estar xingando ou até mesmo elogiando, mas está calor e decidi começar o ano light compartilhando um pouco daquilo que me refiro como "Manias literárias", um pouco inspirado pelo post do Bruno Leite sobre trilha sonora, o que na minha cabeça é algo completamente inconcebível: para Rafael Menezes ou se lê ou se escuta um álbum, a não ser que já tenha escutado pela enésima vez na última semana a ponto de memorizar os acordes e só esteja escutando alguma coisa para não prestar atenção à fauna local do transporte metropolitano, mas normalmente minha atenção só consegue ir para um lugar.

Dito isso vamos aos meus tocs literários:

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[Favoritos da casa] Julian Barnes

Por: Bruno Leite
"Então a vida tomou seu curso e o tempo se acelerou. Em outras palavras, eu arranjei uma namorada. Evidentemente, eu tinha conhecido algumas garotas antes, mas ou a autoconfiança delas me fazia sentir desajeitado, ou o nervosismo delas aumentava o meu. Havia, aparentemente, algum código masculino secreto, passado de corteses rapazes de vinte anos para trêmulos rapazes de dezoito, que, depois de dominado, lhe permitia "pegar" garotas e, em certas circunstâncias "transar" com elas. Mas eu nunca o aprendi nem entendi, e provavelmente ainda não entendo. Minha "técnica" consistia em não ter técnica; outros, sem dúvida com razão consideravam isso incompetência. Até a supostamente simples sequência de que-tal-um-drink-quer-dançar-eu-acompanho-até-em-casa-que-tal-um-café? envolvia uma coragem que eu não tinha. Eu só ficava ali por perto e tentava fazer observações interessantes esperando estragar tudo. Eu me lembro de me sentir triste depois de beber numa festa no meu primeiro semestre, e quando uma garota passou e perguntou simpaticamente se eu estava bem, eu me vi respondendo "Acho que eu sou maníaco-depressivo" porque na época isso pareceu mais interessante do que dizer "Estou um pouco triste". Quando ela respondeu "Outro não" e se afastou depressa, eu percebi que longe de me destacar da multidão animada, eu tinha usado a pior cantada possível."
(O Sentido de um Fim)

Sempre que escrevo sobre um autor que considero um pedaço precioso de mim, da minha formação como leitor, eu sofro. Primeiro que eles são melhores com as palavras do que eu, logo, tudo que eu for escrever vai ser nada perto dos textos que eles tecem. Segundo que EM TESE eu tenho que ser imparcial na minha abordagem, coisa que não consigo quando estou apaixonado e o autor de hoje é um desses caras por quem eu sou e acho que serei sempre apaixonado: Julian Barnes. Mas não vou enumerar os vários componentes da minha atração por esse inglês maravilhoso, vamos aos livros que são mais interessantes que meu platonismo, mas antes, comecemos por uma de suas melhores obras, que é um dos melhores justamente por ser único.

[Leituras Compartilhadas] Mudança de endereço

O primeiro encontro do [Leituras Compartilhadas] de 2015 marca a nossa mudança de casa. Agora nossos encontros acontecerão na Livraria da Vila da Fradique Coutinho.

Para participar, é só aparecer e estar disposto a discutir o livro com a gente :)

O livro de janeiro é Middlesex, do Jeffey Eugenides (Cia. das Letras) e o encontro acontece no dia 22 de janeiro (quinta-feira) a partir das 19h.


Como chegar?
Para chegar na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, há várias possibilidades.



1- Com a abertura da estação de metrô Fradique Coutinho da linha amarela, a coisa ficou simples. Basta descer nesta estação e subir a rua Fradique Coutinho até o número 915.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

[Espanador apresenta] Rádio Londres

2015 nem bem começou e já temos muitas notícias de novidades no mercado editorial. Além de lançamentos esperados, o que mais nos chamou a atenção foram os anúncios de novas editoras.

Editoras independentes e com catálogos bem interessantes. 

Aqui n'O Espanador sempre tentamos buscar diferentes alternativas em editoras, para tentarmos fugir das mesmas coisas, dos mesmos lançamentos. Entre elas, uma chamou a atenção nos últimos dois meses com promessas de ótimos títulos. 
Hoje apresentamos a Rádio Londres. 

Os primeiros títulos saem agora em janeiro e chamam a atenção pelas escolhas: literatura estrangeira contemporânea, obras que podemos considerar "cults". Está nos planos a edição digital desses livros para os próximos meses.



Enviamos algumas perguntas à editora e abaixo estão as respostas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

[Espanada de verão] Bichografias

Ilustração: Luke Pearson
As pessoas gostam de saber da vida dos outros e é por isso existem as revistas de “celebridades”. Mas se você quer bisbilhotar a vida alheia de forma mais “intelectual”, você pode ler uma biografia. Eu particularmente não sou fã desse tipo de literatura a não ser que o biografado seja um bicho (ou de uma “coisa”, mas isso é assunto para outro post).

Livros que contam a vida de bichos geralmente não são considerados “biografias” dos animais, mas historias de pessoas que tem um bicho de estimação singular. Eu acho isso uma injustiça!  Para mim é a história de um bicho que envolve também um pedaço da vida do humano dele.

Desde “tempos imemoriais” pessoas e animais formam vínculos que moldaram (e ainda moldam) a vida de ambos. Ter um bicho que estimação é parte importante na vida de milhões de pessoas mundo afora e esses milhões de pessoas têm historias que comprovam o quanto seu bicho é especial. Todo bicho é especial, só que às vezes acontece de eles terem vidas um pouquinho mais interessantes que a de seus pares. Quando a conjunção astral é perfeita, o humano tem algum talento como escritor e um tino para negócios, acaba surgindo um livro, ou como eu prefiro dizer, uma bichografia.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[TIROLEITE DE VERÃO] Meu fone, ninguém sai!

Por: Bruno Leite
Ontem aconteceram duas calamidades na minha vida: o calor asfáltico hediondo de SP e a ausência dos meus fones na minha bolsa. Eu simplesmente não consigo ler sem música. Mas esse não é um post mimimi sobre esse acidente de percurso, é sobre algo ainda maior e pior - ao menos na minha cabeça paranoica. A escolha da trilha sonora apropriada.

Guerra e Paz precisou de algo mais leve, preciso, crítico sem deixar de ser adorável. E o que temos?



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

[Colaborador] Submissão - Michel Houellebecq

Por: Eliézer Rodrigues 
[O livro sairá ainda este ano no Brasil pela Alfaguara]

Sempre gostei de provocação. Nunca gostei de extremismo. Tanto por isso, assim que soube a respeito do novo livro de Houellebecq, desejei lê-lo. Não porque concordo com as ideias políticas do autor, mas porque quis conhecer o motivo de tanto alvoroço, não só no mercado editorial francês, mas em toda sociedade. A verdade é que, por haver ainda uma forte presença conservadora na França, sobretudo em Paris, qualquer pretensão de mudança parece atingir a sociedade de maneira pungente. Claro, não estamos falando sobre um livro que incita a mudança das cores das placas de sinalizações. Não. Estamos falando sobre um livro que tem como mote uma importante mudança política e justamente por isso visto como uma construção radical com teor satírico, que se não satiriza toda a cultura muçulmana, acaba por satirizar a própria sociedade francesa, que acaba por ser submissa a uma cultura estrangeira, jogando pelo ralo toda a sua história e orgulho das revoluções. Contudo, é importante ressaltar que esse pensamento aparece num primeiro momento, na descoberta de uma trama, e que é necessário, apesar dos pesares, ler o conteúdo para que finalmente se possa afirmar qualquer coisa.

Como disse, gosto de provocação. Não sou o único. Aliás, quem muito gosta de provocar é Houellebecq. É assim que ele se promove, através da provocação. Por isso seu livro causa alvoroço: ele sabe que um país mormente nacionalista não estará satisfeito ao ver instituir-se em seu território o governo e a crença de outrem, ainda mais quando postos num contexto de resignação ausente de protestos. Logo, apesar de oportunista, é natural que ele crie e divulgue essa polêmica que se destaca em dois graus: 1. a presidência nas mãos de um estrangeiro; 2. a extinção de um estado laico seguido da implantação da religião muçulmana. E toda essa manobra funcionou: no dia 06, ao me deitar, tive um último pensamento a respeito do livro que leria na manhã seguinte. Creio que boa parte da população francesa o fez.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

[Retrospectiva 2014] A união entre Cia. das Letras e Objetiva

Em março de 2014 uma notícia surpreendeu o mundo literário: duas grandes editoras do país, a Companhia das Letras e a Objetiva, se uniriam e seriam parte de uma mesma empresa.

Apesar da fusão poder mudar as configurações do mercado editorial brasileiro (falaremos disso mais abaixo), ela aconteceu do outro lado do Atlântico. O conglomerado inglês Penguin Randon House, que possui 45% da Cia. das Letras, firmou acordo com o grupo espanhol Santillana, que tinha 76% da Objetiva, para a compra de todos os selos de interesse geral da empresa espanhola.

De volta ao Brasil: o que isso tudo quer dizer?

O grupo Santillana era acionista majoritário da Objetiva e todos os seus selos (Alfaguara, Suma de Letras, Fontanar, Foglio e Ponto de Leitura) e também possui a Editora Moderna e seus selos (educacional e Salamandra).

A Santillana manteve apenas a Moderna (afinal, livros didáticos são preciosos demais no mercado) e a Objetiva e seus selos passam a pertencer à Penguin Random House. As atividades no Brasil da Penguin Random House são supervisionadas por Luiz Schwarcz, fundador da... Cia. das Letras.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[TIROLEITE] Muitos tiros pra cima

[Hoje continuaríamos a fazer uma retrospectiva do acontecimentos literários de 2014, mas o presente nos atropelou com essa notícia horrenda e resolvemos falar por aqui. Amanhã voltamos à programação normal.]

Por: Bruno Leite

Hoje já seria um dia simbólico no calendário editorial internacional; o novo livro de Michel Houellebecq Submissão chegaria às prateleiras francesas com uma tiragem de 150 mil exemplares, um número bem grande para o mercado francês. Aclamado pela crítica e pelo público, Houellebecq conta em seu novo livro o cotidiano da França em 2022 sob a égide de um presidente muçulmano; o tom não é otimista e muitos críticos consideram esse livro como o ressurgimento da extrema-direita na literatura francesa. Por conta disso, o jornal Charlie Hebdo publicou essa capa:

Tradução: As previsões do mago Houllebecq: 2015 perco meus dentes, 2022 faço ramadã
Mas o dia de hoje se tornou um dia muito mais triste e pesaroso para o mercado editorial. A sede da Charlie Hebdo foi invadida durante uma reunião de pauta por homens fortemente armados que, entoando gritos de vingança, mataram 10 pessoas, dentre eles, um time com o que havia de melhor nas charges mundiais depois de ameaçarem e atentarem contra a sede do jornal após ilustrações satirizando extremistas muçulmanos e sua figura máxima, o profeta Maomé. Mas este texto não é para acusar ninguém, mas sim para entender o que ocorre não só na França como em toda a Europa.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

[Retrospectiva 2014] Os autores que se foram (parte 2)

A segunda parte do post com autores que faleceram ano passado.

Como dito ontem, é possível que tenhamos deixado alguém de fora. Mas o intuito desses posts é apresentar alguns desses autores através de suas próprias palavras.

Maya Angelou


Nasceu no dia 4 de abril de 1928 em St. Louis, Missouri, EUA, Maya era uma artista "completa": poeta, cantora, atriz... Como autora, lançou apenas sete livros, todos autobiográficos (e nenhum deles é atualmente editado no Brasil).

Maya é uma importante ativista do movimento negro, além disso foi pioneira em muitas coisas. Aos 17 anos, mãe solteira, conseguiu o emprego de motorista de ônibus (foi a primeira mulher negra a ocupar esse cargo), depois foi a primeira mulher negra roteirista e diretora em Hollywood.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

[Retrospectiva 2014] Os autores que se foram (parte 1)

O primeiro post do ano, e da nossa retrospectiva do mundo literário é um pouco triste. Vamos falar um pouco sobre os autores que morreram em 2014. 

Provavelmente deixaremos muita gente de fora, afinal foi um ano ceifador, infelizmente. Ainda assim, acabamos dividindo em duas partes.

Mas a ideia do post, além de ser uma pequena homenagem e de trazer uma mini biografia (que não esgota e nem pretende esgotar a importância do autor) é mostrar algumas coisas que encontramos pela internet. Vídeos e entrevistas e coisas inusitadas.

Ariano Suassuna


Ariano nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa. Seu pai, João Suassuna, era presidente do estado (cargo equivalente a governador) e foi assassinado e 1930 e sua família mudou-se Taperoá. Foi lá que Ariano teve seu primeiro contato com elementos muito fortes na sua obra, como os desafios de viola, as peças teatrais de improviso. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu. Foi enquanto estudava na Faculdade de Direito do Recife que montou um grupo teatral Teatro do Estudante de Pernambuco e escreveu e montou peças, como Uma mulher vestida de sol e Os homens de barro.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Recesso do blog

Imagem retirada daqui: http://northofneutral.wordpress.com/2012/06/20/summer-reading/
Caros leitores,

Esta semana a equipe do blog fará um pequeno descanso para voltarmos ano que vem com muita coisa bacana.

Voltamos dia 5 de janeiro, segunda-feira que vem, com uma pequena retrospectiva dos bafos de 2014 e depois teremos umas semaninhas com textos especiais nas nossas tradicionais Espanadas de Verão. :)

A todos vocês que nos acompanham, agradecemos muito a leitura neste ano e prometemos que 2015 será muito melhor.

Feliz Ano-Novo!
Muitas realizações, amor, alegria, amigos queridos por perto e ótimas leituras!

Ps- Para quem ainda não viu, a equipe do blog e muitos convidados queridos fizeram a lista de melhores leituras de 2014. Tem dicas para todos os gostos. Você pode ler/reler neste link

Ps 2- O nosso próximo encontro do [Leituras Compartilhadas] será dia 22 de janeiro, quinta-feira, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, a partir das 19h. Vamos discutir Middlesex, do Jeffrey Eugenides. Que tal nos acompanhar?