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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Espananews S03 #7

Ocupação Laerte
O Itaú Cultural inaugura no dia 20 de setembro (sábado), em seu espaço de exposições, a Ocupação Laerte.

Seguindo os moldes da Ocupação Angeli (em 2012), a exposição terá mais de dois mil trabalhos do quadrinista que abrangem os mais de 40 anos de produção. A curadoria ficou por conta do também quadrinista Rafael Coutinho, e filho de Laerte.

Abaixo, um teaser da mostra:


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Centenário de Bioy Casares

Hoje, dia 15 de setembro, a Argentina e o mundo celebram o centenário do grande Adolfo Bioy Casares.

Bioy nasceu em Buenos Aires, e graças a ótima condição financeira da sua família, foi incentivado a se dedicar exclusivamente a escrita e publica o seu primeiro livro em 1929.

Os primeiros textos de Bioy saíram na lendária revista literária argentina Sur, criada em 1931 e teve como uma das fundadoras Victoria Ocampo e que publicou nomes como Jorge Luis Borges, José Ortega y Gasset,  Octavio Paz, Ernesto Sabato, Gabriela Mistral entre outros.

Através deste contato, em 1932 ele conhece as duas pessoas mais importantes da sua vida: sua esposa, Silvina Ocampo (irmã de Victoria), escritora e pintora e Jorge Luis Borges, amigo da vida toda, mentor e colaborador. Impossível tentar dimensionar a importância de Borges na vida e na obra de Casares.

Em 1940 publicou a sua obra mais conhecida: A invenção de Morel. Apesar de ser um livro curto, talvez seja uma das maiores obras do século passado. Bioy consegue nos conduzir por uma história fantástica, através de um fugitivo que encontra uma ilha misteriosa que parece ter sido tomada por algum tipo de epidemia. Homenagem clara de Bioy ao Moreau de H.G.Wells, ele consegue ir além e questionar outros temas como tecnologia e a imortalidade. O texto de Bioy é claro, objetivo e já foi definido por muitos como clássico.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[Post do colaborador] Shakespeare, Abbey e cia.

Por: Eliézer Rodrigues
Quando aterrissei na terra de Rabelais, estava ansioso para descobrir as paisagens, os cafés e as livrarias que tanto inspiraram os poetas e prosadores que guiaram, de maneira direta ou indireta, o meu percurso literário e portanto a minha vida e carreira. Pressionado por amigos, fui quase obrigado a ir até a livraria – ouso dizer – a mais famosa do mundo, amada por tantos e que gera euforia nos corações apaixonados dos leitores de todo o planeta.

A livraria em questão é a Shakespeare and Company. Sim, aquela que aparece em Antes do pôr-do-sol, Meia-Noite em Paris e Julie & Julia. Foi tudo isso que ouvi dos meus amigos, como que ressaltando referências e importâncias, para que eu pudesse largar as minhas malas em casa e sem mais demora batesse na porta daquele simpático prédio, antigo mosteiro do século XVI, situado no número 37 da Rue de la Bûcherie no 5ème arrondissement. Mas nada disso era necessário, pois o meu próprio coração pulsava por essa nova descoberta. E fí-lo porque quí-lo.

Foi logo na primeira visita que eu me apaixonei pela livraria. O caos e a desorganização não assustam, antes dão gosto de ver, pois não importa para onde você olhe, haverá sempre pilhas e mais pilhas de livros. Edições lindas, raras, retrôs, novas, usadas. Uma biblioteca no piso superior, um piano que pede por favor para ser tocado. Camas e cadeiras para a leitura no oásis do leitor. Máquinas de escrever que convidam escritores a registrarem suas presenças espalhadas partout. Paredes cobertas de recados, poemas, trechos, fotos. Turistas eufóricos querendo tudo conhecer, tocar e registrar. Livreiros gatos e felizes. O ponto anglófono que te faz esquecer que está na França, mas que ao mesmo tempo é o lugar mais parisiense de toda a capital.

Se não quiser ler, escreva! Compartilhe um poema ou um pensamento

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

[TAG] - Educação Sentimental.

O Coração Gelado foi intimado pela TAG do Bruno Milk Leite, e está aqui com o secador de cabelos escavando até a aorta. Vamos na ordem de leituras...


Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë.
Nunca teria chegado a esse romance se não fosse uma lista de "Literatura para se ler antes de morrer". Como já tinha passado por todos os socos no estômago e algumas surpresas desagradáveis, resolvi encarar dona Brontë para dar uma espairecida, mas indo com expectativa zero ainda que o romance figurasse não só nessa lista, mas em quase todas as que tive o prazer de encontrar.

Como é bom ir desavisado a uma história! Prazer hoje quase nulo. Fato é que a história de vingança de Heathcliff me motivou muito, e a identificação com o personagem, sua vida sofrida e sede de vingança foi automática, tanto é que usei no Skoob por muito tempo o nome absurdamente juvenil de Heathcliff-Rafa!

Um dos melhores personagens já criados e uma estrutura de romance linda que fisga esse leitores desavisados, pois se comecei interessado pelo espírito destrutivo do personagem, ele vai lentamente se deixando vencer pelo amor de Catherine, o que torna para mim a história de amor mais bela de todos os tempos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

[Post da Colaboradora] Guerra dos Tronos – Festa do Gelo e Fogo Livro de Cozinha Oficial

Por: Danusa Penna
“Sor Meryn abriu a boca do rei para lhe enfiar uma colher goela abaixo. Quando fez isso, os olhos do rapaz encontraram-se com os de Tyron. Ele tem os olhos de Jaime. Porém nunca vira Jaime com uma expressão tão assustada. O rapaz só tem treze anos. Joffrey fazia um som seco, uma espécie de estalido, tentando falar. Seus olhos dilataram-se, brancos de terror, e ergueu uma mão... estendendo-o para o tio, ou apontando... Estará me pedindo perdão, ou será que pensa que posso salvá-lo?”
Trecho de A Tormenta das Espadas – Livro III – As Crônicas de Gelo e Fogo

George R. R. Martin revolucionou ao contar uma história quase realística com personagens muito bem delineados, tendo como inspiração a Idade Média. Além disso, Martin mostra a comida como um dos personagens da série (assim com nos livros), pois várias cenas com alimento são minuciosamente descritas. A genialidade do autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, uma coleção de 5 livros (Martin promete 7), que deu origem à série Game of Thrones, passa por personagens quase palpáveis, longe do bem e do mal à situações que lembram muito períodos históricos da Idade Média e tornam o livro/série como a vida real, imprevisível.

O livro desta receita foi adquirido durante a minha viagem a Buenos Aires, e espero que ele seja traduzido por alguma editora brasileira. A obra apresenta alguns ingredientes difíceis de serem achados, como cisne ou veado. Mais de resto dá para fazer muitas receitas. Além do livro, existe um site oficial com as receitas do Game of the Thrones.

Experimentamos um café da manhã do povo do Norte e fizemos uma troca divertida, substituímos o bacon por barriga de porco. Fizemos um lauto café da manhã, fora manteiga (aconselho a da Aviação que é mais parecida com manteiga feito por umas das damas), geleia e mel, compre um pão australiano e faça ovos moles que nossas avós faziam. Espero que você se deliciem como os guerreiros do povo do Norte.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Espananews S03 #6

Temporada de Prêmios

The Man Booker Prize
Foi anunciado nesta terça-feira (dia 9) a shortlist dos indicados ao Prêmio Man Booker Prize. Este é o primeiro ano da premiação com romances de romances escritos por autores da língua inglesa, antes o prêmio era restrito a autores britânicos. Entre os seis finalistas, 3 deles são britânicos.

O grande vencedor será anunciado dia 14 de outubro e ganhará 50 mil libras.

Confira os indicados ao prêmio:

Joshua Ferris (EUA) - To rise again at a decent hour;
Richard Flanagan (Austrália) - The narrow road to the deep north;
Karen Joy Fowler (EUA) - We are all completely beside ourselves;
Howard Jacobson (Grã Bretanha) - J;
Neel Mukherjee (Grã Bretanha) - The lives of others;
Ali Smith (Grã Bretanha) - How to be Both.

Prêmio São Paulo de Literatura
O Prêmio São Paulo de Literatura anunciou os 20 livros e autores finalistas, nas suas três categorias: são dez autores concorrendo ao Melhor Livro de Romance do Ano, com o prêmio de R$200 mil; na categoria de Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante, existem duas divisões: Autor Estreante com mais de 40 anos (sete autores nesta categoria) e Autor Estreante com menos de 40 anos (três autores). O valor do prêmio para o autor estreante é de R$ 100 mil em cada categoria.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

[TIROLEITE] TAG: Educação Sentimental

Por: Bruno Leite
Ainda sobre a bienal, mas saindo um pouco desse tema, uma frase que eu utilizava continuamente era que determinado livro "moldou minha educação sentimental" e nisso eu adentrava em proveitosos diálogos com os clientes; dada essa experiência enriquecedora, queria convidar vocês para participarem dessa tag.

De cara vou convocar todos os espanadores: Julinda, Kalebinho, Menezes e Ah-manda para abrirem seus corações e suas experiências. Além deles, também quero chamar pra roda a Paula do blog Pipa não sabe voar e Patricia do blog Alma do meu sonho. Vou elencar três títulos, mas se vocês quiserem fazer com mais não tem problema. Agora, vamos ao meus diletos.

Felicidade Conjugal - Lev Tolstói

A confusão sentimental da protagonista Maria, narrada delicadamente pelo mestre Tolstói, é no mínimo desarmadora. Maria nos oferece sua história de vida e em troca nos pergunta mas entrelinhas: o que é necessário para que duas pessoas fiquem juntas para sempre? O que faz do casamento uma jornada transmutadora? A inocência dessas perguntas poderosas me norteiam até hoje e não raro eu recorro a esse livro para ter essas - e outras questões respondidas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ouvindo o que o cérebro tem a dizer

Como o cérebro funciona? Como ele controla todos os aspectos da nossa vida? Como regula cada função, cada movimento, cada pensamento? Como ele é capaz de nos tornar pessoas únicas? Como ele nos torna diferente dos outros animais, dos outros primatas? O cérebro abriga muitos mistérios que somente agora os cientistas estão começando a desvendar. E é sobre algumas das funções misteriosas do cérebro que O que o Cérebro Tem Para Contar, livro do neurocientista V. S. Ramachandran, fala.

Neurociência é uma ciência relativamente nova e vive sua época de ouro nos dias atuais. Ramachandran é um dos expoentes nesse campo de pesquisa. Neste livro ele trata de assuntos que vão desde dor fantasma em membros amputados, até como a nossa consciência nos torna únicos. Apesar dos temas complexos é um livro delicioso (se é que eu posso usar esse adjetivo para um livro de ciência). Li muito rápido e em nenhum momento achei pesado, ou maçante, mesmo quando ele revivia alguma ideia ou conceito que já tinha sido exposto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[TIROLEITE] Bienal das Bienais

Por: Bruno Leite
Este texto começa ao som de gritos, aplausos, apitos e, se eu muito não me engano, tinha uma vuvuzela no meio dessa orquestra barroca. São exatamente nove horas da noite do dia 31 de agosto e acabou de acabar a Bienal do Livro de São Paulo.

Embora meus calcanhares e joelhos reclamem bastante, todo o resto concorda que esse foi um evento para nunca se esquecer. Vou tentar elencar aqui alguns dos fatores que irão corroborar minha afirmação:

Foto: Raquel Cunha/Folhapress
* Os Adolescentes

Sim, sim e sim! Por mais que você tente torcer o nariz. Eles se mostraram os reais protagonistas do mercado editorial, ainda que por hora sejam mais, digamos, enérgicos do que gostaríamos.

E ao contrário do que a grande maioria pensa, houve espaço para o consumo tanto de YA como da dita literatura clássica; a curiosidade deles desconhece limites e eles foram dispostos a desbravar a maior quantidade de títulos possíveis entre selfies e uns amassos porque né, vocês sabem, os hormônios nessa idade são uma loucura....

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Outro lado da sombra - Mariana Portella

"Pensei no mar e fechei os olhos. Sofia não falou mais, a fumaça no quarto tornou-se mais densa e o cheiro de canela, mais forte e penetrante, O sofá me puxava para baixo e quase conseguia sentir o rumor do mar dentro de uma concha. Uma manhã de sol incerto, o mar agitado e eu sozinho em uma praia onde a areia era escura e grudenta. Quando caminhava sentia enfiar-se  sob as unhas e formar uma segunda pele sob os pés. O mar lançava-se com violência sobre a orla, que a cada onda perdia terreno e se encurtava mais. À minha volta, ninguém. Nem mesmo um caranguejo, um seixo, nenhum ser vivo. Ouvi gritos vindos do meio das ondas, não parecia longe, embora não desse para ver ninguém. Assim como estava, sem mesmo tirar a roupa, começava a entrar na água, coma primeira onda me engolfando. A maré não estava alta e conseguia caminhar, apesar do jeans aumentar o atrito e dificultar meu passo. O vulto que pedia socorro tornava-se mais nítido, e a sua voz eu não podia deixar de reconhecer: era meu irmão. As perna começaram a mover-se mais velozmente, e o passo mais ágil. E no entanto continuava sem ver ninguém, mas a voz parecia estar ali bem diante de mim. Atrás, ninguém. A margem agora estava distante e a água chegava-me até os ombros. Gritei: "Carlo é você? Não o vejo, Carlo, onde você está?" Ele me respondia: "Estou aqui não me abandone, estou me afogando! Soren, me ajude, me dê a sua mão!"

Carlo não estava ali! Poderia jurar. A aflição de ouvi-lo e não poder ajudá-lo empurrava-me além, com os braços para a frente comecei a nadar com a cabeça alta, tentando encontrá-lo."
pág 136

A beleza e tristeza de alguns trechos deste romance de estreia da carioca Mariana Portella tem uma força pouca vezes vista numa primeira incursão à arte da ficção. Podemos visualizar o sentimento palpável da melancolia, seja no confronto do eu de maneira direta, seja em cenas oníricas que permeiam o romance do começo ao fim. Dito isso, Portella parece Lewis Hamilton em começo de carreira, pois para consolidar seus belos trechos e movimentos, há uma barbeiragem que quase põe tudo a perder e entre altos e baixos vamos caminhando sob a perspectiva de Soren, o narrador, na busca de nosso eu interior.

Mas não fiquem tão chocados, caros leitores, pois ser comparada a Hamilton, um dos melhores pilotos da geração pós-Schumacher é algo bom, e creio que devemos ficar de olho nesta autora intrigante. O outro lado da sombra me atraiu com suas promessas de leitura densa ao adentrar no mundo de um jovem melancólico em viagem à Dublin, que deve ser um dos lugares mais legais da terra, na minha imaginação. Pouco sabemos dos motivos da viagem e quem é o protagonista, mas em poucas linhas já sentimos uma geladeira nas costas do mesmo e esse é o principal atributo da prosa de Portela, que quando se limita a olhar com microscópio para os sentimentos do protagonista nos faz, enquanto leitores, ter uma bad-trip, não no sentido de ser muito pesada, mas em criar um atmosfera de desconforto do personagem com a vida que vive.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um sábado na Bienal do Livro de São Paulo

 (este post leva o selo Molejão de Cilada)

Sábado fomos até a Bienal Internacional do Livro de SP. A ideia era encontrar alguns amigos, dar uma olhada nas editoras e distribuidoras em busca de um desconto bacana e, se possível, ver a palestra com os ilustradores Odilon Moraes, Fernando Vilela e Roger Melo, às 16:30, além de descobrir o que mudou nesta Bienal. Só que a realidade foi bem diferente da que imaginamos.

Chegamos por volta das 10 horas da manhã, quando o portão estava sendo aberto. Tentamos vir com o transporte oficial saindo do metrô Tiête e a fila estava gigantesca. A espera era de no mínimo 1 hora embaixo do sol. Conseguimos chegar e na parte de fora do Anhembi existia algum fenômeno estranho muito típico de SP: uma fila que não levava a lugar algum. Na verdade, essa fila (que dava duas voltas em si mesma) era só pra chegar na entrada do pavilhão. A fila continuava nesta entrada e você percebia que ela não ia a bilheteria e muito menos para entrada (para quem já tinha o ingresso).

Quando você passava esse primeiro obstáculo e chegava aos portões, a aventura começava. Teoricamente existem três tipos de entrada: credenciamento de professores/profissionais do livro, credenciamento de imprensa e entrada com o ingresso (cujo o valor era maior no fim de semana). Só que no final das contas eram portas diferentes para a mesma entrada em um portão pequeno e com todas as pessoas se empurrando. Junte a essa cena, o grito de adolescentes histéricos gritando por Cassandra Clare (que devia estar longe dessa entrada tumultuada).

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Espananews Especial: Bienal do Livro de São Paulo 2014


A Bienal do livro começa no próximo dia 22 de agosto e vai até o dia 31 no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Aqui n'O Espanador vamos comentar um pouco sobre a programação do evento mais importante para o universo dos livros. 

Aqui no blog já falamos sobre alguns dos principais problemas da Bienal de SP (na última edição teve até um diário - parte 1 e parte 2 -  de quem trabalhou na Bienal) e é sempre interessante perceber que as coisas não parecem ter mudado tanto assim. Uma das principais questões continua sendo os objetivos e a forma como a organização vai lidar com a demanda do público e também do mercado.

A discussão é muito mais complexa do que isso e não vão faltar oportunidades para abordarmos essas questões aqui n'O Espanador. 

Diferente da edição de 2012, serão nove dias e não dez de evento. E como sempre acontece, a edição deste ano tenta de alguma forma superar o público do ano passado, que foi de 750 mil pessoas e foram inscritos 480 expositores (entre nacionais e internacionais).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

[TIROLEITE] The dream is over?

Por: Bruno Leite
“A propósito, há muitos aspectos sombrios na aventura dos anos 1960 do que a maioria das pessoas reconhece – e não estou me referindo apenas às vítimas de drogas, à ruína política e à violência do período. Havia também um desejo de explorar o arriscado terreno psíquico, uma percepção de que as melhores esperanças podem também custar perdas terríveis”.
Ponto Final – Mikal Gilmore
Pg. 86

Certo dia, perguntaram a uma amiga minha o porquê gostávamos tanto dos Beatles, ao que ela, num inusual lampejo de genialidade disse: Somos jovens e precisamos de ídolos, não?

Era e é isso.

Ou, complementando o raciocínio com uma frase do Lennon “quanto mais dor se sente, de mais deuses se precisa”.  Esse é um post sobre eles, os meus – os nossos deuses e sobre a(s) morte(s) dele(s).