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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Espananews S03 #8

Barão de Munchausen em nova edição
Uma nova edição para as aventuras de Barão de Munchausen será lançada este ano, como aposta de Natal.

Para quem não conhece, o Barão de Munchausen ficou famoso ao contar histórias absurdas, que ele afirmava serem verdadeiras, de suas aventuras durante a campanha militar dos russos contra os turcos. Essas histórias foram ouvidas pelo bibliotecário Rudolf Erich Raspe e publicadas pela primeira vez em 1785.

Só que a partir da publicação, as histórias do Barão correram a Europa e várias autores acrescentaram mais aventuras aos 17 capítulos iniciais. 

A última versão em vida de Raspe foi publicado em 1793 já contava com 17 novos capítulos, somando assim 34 capítulos no total. 

E essa edição, inédita em português, que a Cosac Naify lança em novembro em uma edição de Capa dura com mais de 40 ilustrações de Rafael Coutinho no formato 23 x 33 cm.

Abaixo, algumas ilustrações já divulgadas (a primeira é divulgada pela primeira vez aqui no blog): 


Imagem publicada na coluna Painel de Letras

Imagem postada no instagram do @telionavega

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Anthony Browne redescoberto

Muitas vezes aqui no blog ficamos muito impressionados com o poder da ilustração de uma obra, desde seu minimalismo com Aperte Aqui, de Hervé Tullet, às construções complexas de um Lacombe ou Rebecca Dautrémer. Contudo umas das experiências mais interessantes de minha vida como leitor foi redescobrir a literatura infantil não como uma coleção de personagens e histórias engraçadinhas, mas como instrumento de mensagens mais complexas e instigantes.

Um fato que passa despercebido quando temos 6 anos e andamos inocentemente com a Chapeuzinho Vermelho pela floresta, mas se torna primordial quando já adultos nos deparamos como uma obra que tem uma mensagem tão clara à ausência paterna quando Bernardo encerra sua história com a inocente frase: “Mas eu não sou o Bernardo, eu sou um monstro.”, em Agora não, Bernardo, o livro que decididamente abriu meu olho em relação as múltiplas camadas de interpretação que um texto infantil pode ter.

A partir daí seria um pulo para chegar na poética de um Flicts ou a tristeza/dureza que a vida representa na obra-prima Fico à Espera, e que Enamorados da Rebecca Dautrémer me ganhe pela vivaz intersecção entre a poética do texto e a beleza do traço, ainda são os pequenos textos que representam uma secura no estômago que mais admiro. E essa é a obra de Anthony Browne, autor inglês na ativa desde o final dos anos 70, finalmente redescoberto pela Jorge Zahar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Espananews: indicados ao Jabuti

Foram anunciados ontem, dia 23de setembro, os finalistas do Prêmio Jabuti. Os resultados serão anunciados no dia 18 de novembro no Auditório Ibirapuera.

Este ano são 27 categorias. O ganhador de cada uma delas recebe, além do troféu, R$ 3.500,00 e entrarão na votação de Livro de Ficção do Ano e Livro de Não Ficção do Ano. Nesta segunda fase, o grande vencedor de cada categoria recebe o prêmio de R$ 35.000,00.

A curadoria desta edição ficou por conta da professora Marisa Lajolo e o prêmio tenta se afastar das polêmicas dos anos anteriores (quem não lembra do "jurado C"? Falamos dele aqui e aqui). Mas já existem reclamações, como o fato de livros de quadrinhos entrarem apenas na categoria "Ilustração" (aliás, ainda não ter uma categoria para quadrinhos ainda nos parece um grande erro).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O que amar quer dizer - Mathieu Lindon

"Finalmente havia visto minha calamitosa adolescência infinita chegar ao fim para mergulhar na vida, compreendera que os seres humanos compartilhavam o mesmo planeta e tinham, assim, um certo grau de acessibilidade, que é simplesmente a felicidade era possível, e, de repente, é como se essa descoberta, ultrapassada, já não tivesse importância alguma. Daqui para a frente é preciso esperar menos da existência. Eu achava que havia atingido algo eterno, e esse eterno se esquivara. Eu achava que era a vida e era a juventude."
Página 154


O livro O que amar quer dizer é uma homenagem do autor, Mathieu Lindon ao filósofo Michel Foucault.

Mas não se deixe enganar por essa primeira frase. A intenção de quem escreve isso é tentar conquistar você, leitor da maneira mais rápida possível e também apelando um pouco, é bom dizer. Não que essa frase não seja verdadeira, pelo contrário. Mas é que ainda que esse seja o fator mais importante do livro - e o autor deixa isso bem claro em um destaque na 4ª capa do livro: "Eu tinha vinte e três anos e ele me educou... Michel me ensinou com uma discrição tão absoluta que eu nem me dava conta daquilo que aprendia. A ser feliz, vivo. E me ensinou gratidão)" - ele não faz jus à sensibilidade e à honestidade de O que amar quer dizer.

Talvez já tenha capturado a atenção de algumas pessoas, então é melhor usar argumentos razoáveis e explicar porque esse foi uma das minhas melhores leituras de 2014.

Mathieu Lindon é filho de Jérôme Lindon, lendário editor e criador das Éditions de Minuit, e desde sua infância, convivia com escritores e intelectuais como Samuel Beckett, Giles Deleuze, Alain Robbe-Grillet, Pierre Bourdieu, Marguerite Duras, entre outros. Mathieu decide ser escritor, mas passa por uma adolescência insegura e, quando chega aos 20 anos, tem uma relação complicada com o pai, conservador sem muito tato com o filho (uma outra geração, mais antiga).

Nesse contexto, por intermédio de um amigo, ele conhece Michel Foucault. Esse encontro vai mudar pra sempre a vida de Mathieu. Na época, Focualt já era mundialmente conhecido. Durante seis anos a casa dele na rue de Vaugirard foi o ponto de encontro para Mathieu e um grupo de jovens que buscavam novas experiências e boa parte delas vieram através do LSD, sexo, música clássica, filmes e amizade.

Existia um espírito libertário entre eles, uma urgência em vivenciar todo aquele tempo da forma mais intensa possível. Um tempo de trocas, de experiências inesquecíveis, anos definitivamente decisivos (infelizmente os anos 80 não foram bons com todos).

Em algum momento, Mathieu diz que a única forma de homenagear mesmo alguém é escrevendo um livro sobre a pessoa e por isso ele escreveu sobre Michel. E a presença dele é forte, mas sinceramente você não precisa conhecer nada da obra de Foucault. Basta saber quem foi Foucault e um pouco da sua importância. Esse é um livro sobre gratidão, amizade, sobre amar.

A generosidade de Michel é tocante, e mesmo com uma diferença de mais de 25 anos de diferença entre eles, existe uma harmonia e é com Michel que Mathieu aprende a entender a relação com o próprio pai.

Essa polaridade entre a figura de Michel e Jérôme é muito singular, Mathieu consegue entender o pai através dos olhos de Michel.

Ainda que seja um livro de 'memórias', ele é narrado com o ritmo de romance e as páginas passam sem você perceber.

Na introdução do livro o autor já te conquista. O livro começa de uma forma simples e arrebatadora. A primeira parte do livro que passa pela adolescência e os tempos na rue de Vaugirard, de drogas e descobertas é meio repetitivo, mas não se alonga muito. A parte final ele narra já sua vida sem Michel.

O que amar quer dizer é um desses livros raros, preciosos que te conquistam pela sensibilidade. É um livro sobre a juventude, sobre a vida. 

Ps. A capa do livro é uma foto dos frequentadores da rue de Vaugirard, Marc com o próprio autor no sofá do espaçoso apartamento de Michel.

Ps. 2 - Mathieu esteve presente na FLIP desse ano e foi uma das sensações de Paraty.

O que amar quer dizer
Mathieu Lindon
Tradução Marília Garcia
Editora Cosac Naify
288 páginas

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Espananews S03 #7

Ocupação Laerte
O Itaú Cultural inaugura no dia 20 de setembro (sábado), em seu espaço de exposições, a Ocupação Laerte.

Seguindo os moldes da Ocupação Angeli (em 2012), a exposição terá mais de dois mil trabalhos do quadrinista que abrangem os mais de 40 anos de produção. A curadoria ficou por conta do também quadrinista Rafael Coutinho, e filho de Laerte.

Abaixo, um teaser da mostra:


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Centenário de Bioy Casares

Hoje, dia 15 de setembro, a Argentina e o mundo celebram o centenário do grande Adolfo Bioy Casares.

Bioy nasceu em Buenos Aires, e graças a ótima condição financeira da sua família, foi incentivado a se dedicar exclusivamente a escrita e publica o seu primeiro livro em 1929.

Os primeiros textos de Bioy saíram na lendária revista literária argentina Sur, criada em 1931 e teve como uma das fundadoras Victoria Ocampo e que publicou nomes como Jorge Luis Borges, José Ortega y Gasset,  Octavio Paz, Ernesto Sabato, Gabriela Mistral entre outros.

Através deste contato, em 1932 ele conhece as duas pessoas mais importantes da sua vida: sua esposa, Silvina Ocampo (irmã de Victoria), escritora e pintora e Jorge Luis Borges, amigo da vida toda, mentor e colaborador. Impossível tentar dimensionar a importância de Borges na vida e na obra de Casares.

Em 1940 publicou a sua obra mais conhecida: A invenção de Morel. Apesar de ser um livro curto, talvez seja uma das maiores obras do século passado. Bioy consegue nos conduzir por uma história fantástica, através de um fugitivo que encontra uma ilha misteriosa que parece ter sido tomada por algum tipo de epidemia. Homenagem clara de Bioy ao Moreau de H.G.Wells, ele consegue ir além e questionar outros temas como tecnologia e a imortalidade. O texto de Bioy é claro, objetivo e já foi definido por muitos como clássico.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[Post do colaborador] Shakespeare, Abbey e cia.

Por: Eliézer Rodrigues
Quando aterrissei na terra de Rabelais, estava ansioso para descobrir as paisagens, os cafés e as livrarias que tanto inspiraram os poetas e prosadores que guiaram, de maneira direta ou indireta, o meu percurso literário e portanto a minha vida e carreira. Pressionado por amigos, fui quase obrigado a ir até a livraria – ouso dizer – a mais famosa do mundo, amada por tantos e que gera euforia nos corações apaixonados dos leitores de todo o planeta.

A livraria em questão é a Shakespeare and Company. Sim, aquela que aparece em Antes do pôr-do-sol, Meia-Noite em Paris e Julie & Julia. Foi tudo isso que ouvi dos meus amigos, como que ressaltando referências e importâncias, para que eu pudesse largar as minhas malas em casa e sem mais demora batesse na porta daquele simpático prédio, antigo mosteiro do século XVI, situado no número 37 da Rue de la Bûcherie no 5ème arrondissement. Mas nada disso era necessário, pois o meu próprio coração pulsava por essa nova descoberta. E fí-lo porque quí-lo.

Foi logo na primeira visita que eu me apaixonei pela livraria. O caos e a desorganização não assustam, antes dão gosto de ver, pois não importa para onde você olhe, haverá sempre pilhas e mais pilhas de livros. Edições lindas, raras, retrôs, novas, usadas. Uma biblioteca no piso superior, um piano que pede por favor para ser tocado. Camas e cadeiras para a leitura no oásis do leitor. Máquinas de escrever que convidam escritores a registrarem suas presenças espalhadas partout. Paredes cobertas de recados, poemas, trechos, fotos. Turistas eufóricos querendo tudo conhecer, tocar e registrar. Livreiros gatos e felizes. O ponto anglófono que te faz esquecer que está na França, mas que ao mesmo tempo é o lugar mais parisiense de toda a capital.

Se não quiser ler, escreva! Compartilhe um poema ou um pensamento

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

[TAG] - Educação Sentimental.

O Coração Gelado foi intimado pela TAG do Bruno Milk Leite, e está aqui com o secador de cabelos escavando até a aorta. Vamos na ordem de leituras...


Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë.
Nunca teria chegado a esse romance se não fosse uma lista de "Literatura para se ler antes de morrer". Como já tinha passado por todos os socos no estômago e algumas surpresas desagradáveis, resolvi encarar dona Brontë para dar uma espairecida, mas indo com expectativa zero ainda que o romance figurasse não só nessa lista, mas em quase todas as que tive o prazer de encontrar.

Como é bom ir desavisado a uma história! Prazer hoje quase nulo. Fato é que a história de vingança de Heathcliff me motivou muito, e a identificação com o personagem, sua vida sofrida e sede de vingança foi automática, tanto é que usei no Skoob por muito tempo o nome absurdamente juvenil de Heathcliff-Rafa!

Um dos melhores personagens já criados e uma estrutura de romance linda que fisga esse leitores desavisados, pois se comecei interessado pelo espírito destrutivo do personagem, ele vai lentamente se deixando vencer pelo amor de Catherine, o que torna para mim a história de amor mais bela de todos os tempos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

[Post da Colaboradora] Guerra dos Tronos – Festa do Gelo e Fogo Livro de Cozinha Oficial

Por: Danusa Penna
“Sor Meryn abriu a boca do rei para lhe enfiar uma colher goela abaixo. Quando fez isso, os olhos do rapaz encontraram-se com os de Tyron. Ele tem os olhos de Jaime. Porém nunca vira Jaime com uma expressão tão assustada. O rapaz só tem treze anos. Joffrey fazia um som seco, uma espécie de estalido, tentando falar. Seus olhos dilataram-se, brancos de terror, e ergueu uma mão... estendendo-o para o tio, ou apontando... Estará me pedindo perdão, ou será que pensa que posso salvá-lo?”
Trecho de A Tormenta das Espadas – Livro III – As Crônicas de Gelo e Fogo

George R. R. Martin revolucionou ao contar uma história quase realística com personagens muito bem delineados, tendo como inspiração a Idade Média. Além disso, Martin mostra a comida como um dos personagens da série (assim com nos livros), pois várias cenas com alimento são minuciosamente descritas. A genialidade do autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, uma coleção de 5 livros (Martin promete 7), que deu origem à série Game of Thrones, passa por personagens quase palpáveis, longe do bem e do mal à situações que lembram muito períodos históricos da Idade Média e tornam o livro/série como a vida real, imprevisível.

O livro desta receita foi adquirido durante a minha viagem a Buenos Aires, e espero que ele seja traduzido por alguma editora brasileira. A obra apresenta alguns ingredientes difíceis de serem achados, como cisne ou veado. Mais de resto dá para fazer muitas receitas. Além do livro, existe um site oficial com as receitas do Game of the Thrones.

Experimentamos um café da manhã do povo do Norte e fizemos uma troca divertida, substituímos o bacon por barriga de porco. Fizemos um lauto café da manhã, fora manteiga (aconselho a da Aviação que é mais parecida com manteiga feito por umas das damas), geleia e mel, compre um pão australiano e faça ovos moles que nossas avós faziam. Espero que você se deliciem como os guerreiros do povo do Norte.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Espananews S03 #6

Temporada de Prêmios

The Man Booker Prize
Foi anunciado nesta terça-feira (dia 9) a shortlist dos indicados ao Prêmio Man Booker Prize. Este é o primeiro ano da premiação com romances de romances escritos por autores da língua inglesa, antes o prêmio era restrito a autores britânicos. Entre os seis finalistas, 3 deles são britânicos.

O grande vencedor será anunciado dia 14 de outubro e ganhará 50 mil libras.

Confira os indicados ao prêmio:

Joshua Ferris (EUA) - To rise again at a decent hour;
Richard Flanagan (Austrália) - The narrow road to the deep north;
Karen Joy Fowler (EUA) - We are all completely beside ourselves;
Howard Jacobson (Grã Bretanha) - J;
Neel Mukherjee (Grã Bretanha) - The lives of others;
Ali Smith (Grã Bretanha) - How to be Both.

Prêmio São Paulo de Literatura
O Prêmio São Paulo de Literatura anunciou os 20 livros e autores finalistas, nas suas três categorias: são dez autores concorrendo ao Melhor Livro de Romance do Ano, com o prêmio de R$200 mil; na categoria de Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante, existem duas divisões: Autor Estreante com mais de 40 anos (sete autores nesta categoria) e Autor Estreante com menos de 40 anos (três autores). O valor do prêmio para o autor estreante é de R$ 100 mil em cada categoria.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

[TIROLEITE] TAG: Educação Sentimental

Por: Bruno Leite
Ainda sobre a bienal, mas saindo um pouco desse tema, uma frase que eu utilizava continuamente era que determinado livro "moldou minha educação sentimental" e nisso eu adentrava em proveitosos diálogos com os clientes; dada essa experiência enriquecedora, queria convidar vocês para participarem dessa tag.

De cara vou convocar todos os espanadores: Julinda, Kalebinho, Menezes e Ah-manda para abrirem seus corações e suas experiências. Além deles, também quero chamar pra roda a Paula do blog Pipa não sabe voar e Patricia do blog Alma do meu sonho. Vou elencar três títulos, mas se vocês quiserem fazer com mais não tem problema. Agora, vamos ao meus diletos.

Felicidade Conjugal - Lev Tolstói

A confusão sentimental da protagonista Maria, narrada delicadamente pelo mestre Tolstói, é no mínimo desarmadora. Maria nos oferece sua história de vida e em troca nos pergunta mas entrelinhas: o que é necessário para que duas pessoas fiquem juntas para sempre? O que faz do casamento uma jornada transmutadora? A inocência dessas perguntas poderosas me norteiam até hoje e não raro eu recorro a esse livro para ter essas - e outras questões respondidas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ouvindo o que o cérebro tem a dizer

Como o cérebro funciona? Como ele controla todos os aspectos da nossa vida? Como regula cada função, cada movimento, cada pensamento? Como ele é capaz de nos tornar pessoas únicas? Como ele nos torna diferente dos outros animais, dos outros primatas? O cérebro abriga muitos mistérios que somente agora os cientistas estão começando a desvendar. E é sobre algumas das funções misteriosas do cérebro que O que o Cérebro Tem Para Contar, livro do neurocientista V. S. Ramachandran, fala.

Neurociência é uma ciência relativamente nova e vive sua época de ouro nos dias atuais. Ramachandran é um dos expoentes nesse campo de pesquisa. Neste livro ele trata de assuntos que vão desde dor fantasma em membros amputados, até como a nossa consciência nos torna únicos. Apesar dos temas complexos é um livro delicioso (se é que eu posso usar esse adjetivo para um livro de ciência). Li muito rápido e em nenhum momento achei pesado, ou maçante, mesmo quando ele revivia alguma ideia ou conceito que já tinha sido exposto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[TIROLEITE] Bienal das Bienais

Por: Bruno Leite
Este texto começa ao som de gritos, aplausos, apitos e, se eu muito não me engano, tinha uma vuvuzela no meio dessa orquestra barroca. São exatamente nove horas da noite do dia 31 de agosto e acabou de acabar a Bienal do Livro de São Paulo.

Embora meus calcanhares e joelhos reclamem bastante, todo o resto concorda que esse foi um evento para nunca se esquecer. Vou tentar elencar aqui alguns dos fatores que irão corroborar minha afirmação:

Foto: Raquel Cunha/Folhapress
* Os Adolescentes

Sim, sim e sim! Por mais que você tente torcer o nariz. Eles se mostraram os reais protagonistas do mercado editorial, ainda que por hora sejam mais, digamos, enérgicos do que gostaríamos.

E ao contrário do que a grande maioria pensa, houve espaço para o consumo tanto de YA como da dita literatura clássica; a curiosidade deles desconhece limites e eles foram dispostos a desbravar a maior quantidade de títulos possíveis entre selfies e uns amassos porque né, vocês sabem, os hormônios nessa idade são uma loucura....