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sexta-feira, 10 de julho de 2015

[Especial de férias] Michelle

Por: Michelle Henriques
Quando a Juliana me pediu para escrever sobre livros que eu gostaria de reler se tivesse 30 dias de férias, pensei naqueles maiores e mais trabalhosos para ler. Depois pensei que gostaria de ler livros reconfortantes, aqueles para os quais eu volto quando preciso descansar um pouco a cabeça.

O primeiro deles sem dúvida seria Só Garotos da Patti Smith. Neste livro ela nos conta um pouco de sua vida e carreira, mas o foco está na sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethrope.

Sabe aquela situação de sentir nostalgia por algo que não se viveu? Foi assim que terminei de ler esse livro, com saudades dos personagens, com vontade de ter vivido todas aquelas coisas com eles.

Indico esse livro não apenas para os fãs da carreira musical de Patti, mas para todos que gostam de um bom livro de memórias, sensível e que não cai em clichês.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Especial de férias] Amanda

Férias... a desculpa perfeita para fazer mais do que já fazemos muito: ler. Para isso eu tenho algumas sugestões de leitura para esses dias:

Mortais – Nós a Medicina e o que importa no final
Atul Gawande
Ed. Objetiva
264pp

Não se deixe abalar por esse título estar classificado como “auto ajuda” numa livraria famosa. Não se trata disso, mas de uma análise objetiva de uma inevitabilidade da vida: a morte. Por mais que a medicina tenha evoluído e as pessoas (tendo dinheiro suficiente) passaram a ter acesso as mais modernas técnicas de tratamento e cura de N doenças, chega um momento em que uma verdade deve ser encarada: o paciente vai morrer. Como lidar com isso? Médicos estudam para salvar vidas mas poucos se importam em dar uma morte digna ao seu paciente. Muitos familiares preferem a ilusão de ter seu ente querido preso a máquinas numa vida vegetativa e sofrida, ou recorrem a “milhões” de tratamentos que não terão chance de sucesso, a permitir que o paciente tenha um atendimento que vise amenizar a dor, trazer conforto e uma morte tranquila. Eu particularmente preferia não morrer, mas já que isso é inevitável, que seja da forma mais pacífica possível. É basicamente sobre isso que o livro fala: como permitir (e aceitar) a mortes. Para ler na praia, tomando sorvete importado e vendo corpos lindos semi-nus e bronzeados (porque enquanto a morte não chega, bora curtir a vida!)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

[Especial Férias TIROLEITE] Confessionário

Por: Bruno Leite
Olá, senhor Big Brother que tudo vê e tudo sabe. Faz um semestre que não escrevo pro blog. Não é como se eu estivesse muito feliz com isso, ok? Estava estudando, poucas coisas legais, outras bem desnecessárias, por isso a ausência. Mas eu queria dizer que tenho metas; sim, isso mesmo, metas para as minhas férias. O que? sim um mês de férias. E daí que é pouco tempo, metas existem para serem cumpridas, tá legal? Quais são elas? O senhor se importa se eu organizar por tópicos? Então tá

1 - Aprender a pronunciar prisencolinensinainciusol 


(não me canso de assistir isso)

2 - Escrever uma resenha para A Amiga Genial (a Ju já falou dele aqui), Nós (escrevi sobre ele no blog da Intrínseca), Circo Invisível e Lolita

sábado, 4 de julho de 2015

[Especial de férias] Juliana

Julho este ano representa para mim férias do trabalho. Férias que vinha sonhando há muito tempo...

Mas o fato é que já planejei mil leituras e tantas outras coisas que quero fazer neste um mês, que tenho certeza que não conseguirei fazer boa parte do que quero e ficarei frustrada... Esta é a história da minha vida. Mas tudo bem... Um dia me acostumo.

Findo, meu chororô, vamos a parte boa. Às coisas que importam neste post: as leituras de férias.

Comecei a ler Prisão da fé em março deste ano. Estava um num dia de ócio e a fim de ler um pouco sobre cientologia... Mas não estava preparada para toda  maravilhosidade que é este livro.

O jornalista Lawrence Wright faz um panorama da religião e de seu criador, o genial (e interpretem isso como quiser) Ron Hubbard. A coisa é tão instigante e ao mesmo tempo tão cheia de informações e histórias surreias, que parei a leitura e pretendo recomeçar o quanto antes.

Mesmo sem ter terminado a leitura, já o recomendo para todos. Nas pouco mais de cem páginas que li já fiquei fascinada por todo esse universo sempre tão pouco aberto a estranhos, além das milhões de excentricidades do fundador da religião.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

[Especial Férias] – Rafael Menezes e a pilha só aumenta


Férias Galera!

Hora de descansar e encarar as leituras mais complexas, os projetos mais insanos, ou tirar da estante aquele livro que você comprou e ainda não leu. Seria lindo se fosse assim… mas minha pilha só aumenta e sem prazo para diminuição.

Ao pensar sobre essa lista cogitei em colocar os projetos mais antigos de minha vida, mas falar novamente da Montanha Mágica, mas isso seria uma auto-trollagem, quem me conhece a mais tempo sabe que esse é meu projeto eterno. Conversando hoje com minha namorada retomar Em busca do Tempo perdido do Proust também é algo bem tentador de se fazer, vide que como não estou de férias essa lista será simplesmente os desejos que moram dentro do meu coração, e possivelmente eu não vou conseguir realizar tão já. E apesar desses livros encaixarem bem no meu critério primordial para os livros de férias: O tamanho.

Um leitura de férias para mim tem que ter uma grande extensão para se justificar, pois eu não consigo ter fôlego para ler as vezes, mas apesar do desejo concreto de ler as obras acima,vou fazer uma lista diferente e indicar três livros que entraram para minha biblioteca recentemente e são clássicos contemporâneos editados por editoras não do grande escalão, mas que trazem obras essenciais da literatura mundial.

1 – Stephen Herói – James Joyce – Hedra.

stephen-heroi

Não é exatamente considerado um romance, mas é o rascunho do que seria O Retrato do Artista quando jovem, mas é um semi-romance essencial para os fãs de Joyce,ou para qualquer um que estude literatura genética, que ó ramo que estuda a evolução de um romance pelos rascunhos, e eis que eu curto ambas as coisas. Nem mesmo em inglês Stephen Hero tem várias edições, e que eu saiba, essa foi a primeira edição de uma tradução deste pseudo-romance que é muito maior que o Retrato do Artista e já pressupõem algum dos recursos estilísticos que seriam amplamente explorados em Ulysses.

2 - Última Tentação, A – Nikos Kazantzákis – Grua.

última tentação

Reeditado após muitos anos pela Grua, que está reeditando a obra deste que é considerado o maior escritor grego de todos os tempos. Você já ouviu falar dele? Não. Normal, sua obra nunca foi bem editada no Brasil, mas Kazantzákis é autor além deste livro que deu origem ao filme de Scorsese,e a criação do personagem Aléxis Zorba, imortalizado no cinema por Anthony Quinn em Zorba, o grego e ainda um outro livro que é considerado sua obra-prima (E esperamos que a Grua o edite também) o Cristo Recrucificado, em que o martírio de Cristo ocorre nos dias de hoje em um pequeno vilarejo.

Podemos ver aqui uma recorrência do tema religioso em sua obra, não da maneira católica mas de maneira crítica, em a Última Tentação temos uma biografia de Cristo humanizada e simbólica, Jesus é um carpinteiro que fabrica cruzes onde as pessoas são crucificadas, escuta vozes em sua cabeça e flerta com o esquizofrenismo, e sem mudar os fatos mitológicos da história, mas os reinterpretando de maneira similar ao que Saramago faz em O Evangelho segundo Jesus Cristo, ainda que no caso de Kazantzákis seja essencialmente realista. O autor foi excomungado da igreja e ainda tem a fama de herege até os dias hoje.

3 – Nós, os Afogados – Carsten Jensen – Tordesilhas.

nós, os afogados

Um subgênero literário que sempre gostei é o relato marítimo, em especial o épico Moby Dick, e os livros Joseph Conrad, até vejo graça no Garoto no Convés de John Boyne… enfim, creio que esse subgênero é uma realidade tão distante que fascina, assim como o western cinematográfico. E incrivelmente um clássico contemporâneo é o livro Jensen que foi originalmente publicado na Dinamarca em 2006 e finalmente chega em português do Brasil.

Nós, os afogados é uma homenagem ao gênero além de ser um romance histórico dinamarquês que abrange quase cem anos da história do país. Começando em 1848 e terminando em 1945, passando por três gerações de uma família que tem a veia marítima em seu sangue: Laurids no século XIX em guerra com os alemães, seu filho  Albert na vida marítima e o órfão adotado Knud transpondo a tradição ao mundo moderno, onde o ofício do homem do mar está por um fio e não é acidente o livro terminar em 1945, pois a segunda guerra é o conflito para qual Knud vai se encaminhar.

Essas seriam minhas indicações, e fiquem ligados nos próximos pois temos vários colaboradores com seus livros de férias e uma pergunta para vocês: Quais são os seus?

terça-feira, 30 de junho de 2015

[Especial de férias]


Julho sempre lembra férias. Mesmo se continuarmos trabalhando, é o momento da pausa na escola/faculdade/pós/curso... Enfim... É um mês (pra muita gente) mais calmo, hora de colocar algumas leituras em dia...

Nas próximas duas semanas o blog entrará de "férias". Alguns de nós estaremos na Flip, outros vão descansar, outros trabalhar... Mas o blog para um pouco para reprogramar e planejar novidades.

Mas como férias sempre significam mais leituras para nós, resolvemos indicar/contar o que queremos ler nesse período de pausa. Também convidamos algumas pessoas queridas.

Boas férias para todos e ótimas leituras.

E quais serão as suas leituras de férias?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[Hello, editoras!] The Ever Trilogy

Tempos difíceis pedem medidas drásticas. Com o dinheiro curto eu me rendi definitivamente aos e-books. Uso Kobo (por enquanto, mas estou esperando o novo Kindle) e comprei alguns livros e baixei muitos outros no site da Cultura. Gastei em mais de 30 e-books o valor que gastaria em três ou quatro livros.

O grande "problema" dos livros grátis é que muito deles são o primeiro volume de uma trilogia. É uma estratégia meio traficante de drogas: te dou uma amostra, mas você tem que comprar as outras doses. Foi assim que eu descobri a "trilogia Ever" (The Ever Trilogy, no original) de Jasinda Wilder.

Pensa num novelão, daqueles cheios de reviravoltas, dramas, angustias, crises e um grande amor. Pensa numa história de amor, de perda, de superação, de perdão e recomeços. É  isso você encontra nos três livros dessa série.

A história a principio é bem simples: Ever e Caden se encontram pela primeira vez aos 15 anos num acampamento para jovens e promissores artistas. Ela pinta, faz escultura e se interessa por fotografia. Ele é um desenhista precoce e talentoso. Eles se interessam um pelo outro de um jeito inocente e gracioso e depois que acampamento termina eles mantém a amizade por cartas. Cartas escritas a mão são "personagens" charmosamente old fashion nas historias e nesses livos não poderia ser diferente: Cadem escreve em folhas de caderno simples e Ever escreve em papeis de carta especiais e perfumados. E cada carta cada um escreve sobre seus medos, suas esperanças suas tristezas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

[Drops] Não se esqueça de Paris

Romances epistolares foram bastante populares séculos atrás e volta e meia eles reaparecem, geralmente em romances "românticos". Não se esqueça de Paris, de Deborah Mckinlay, é um desses revivals.

Eu particularmente acho charmosa a ideia de que num nundo onde tudo é mensagem de texto digitais, que duas pessoas se proponham a sentar em frente a uma folha em branco e escrever (es-cre-ver!!) uma carta para alguém que nunca encontrou e que talvez nunca venha encontrar. É justamente essa premissa do livro. 

Eve Petworth é uma inglesa divorciada que sofre de síndrome do pânico e tenta, às vezes sem muito sucesso, ajudar na preparação do casamento da filha.

Do outro lado do Atlântico vive um dos escritores preferidos dela: Jasckon Cooper. Escritor best seller que está vivendo uma crise existencial e criativa depois de sua mulher o deixou por outra mulher. Num rompante de coragem Eve escreve uma carta para Cooper elogiando um livro seu e, a partir daí, eles estabelecem um rotina de troca de cartas.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A amiga genial

"Naquele último ano da escola fundamental, a riqueza se tornou uma ideia fixa. Falávamos dela  como nos romances se fala de uma caça ao tesouro. Dizíamos: quando ficarmos ricas, faremos isso e aquilo. Quem nos ouvia achava que a riqueza estivesse escondida em algum canto do bairro, dentro de arcas que, ao serem abertas, chegavam a reluzir, só à espera de que as descobríssemos. Depois, não sei por que, as coisas mudaram e começamos a associar o estudo ao dinheiro. Pensávamos que estudar muito nos levaria a escrever livros, e que os livros nos tornariam ricas. A riqueza era sempre um brilho de moedas de ouro trancadas em cofres inumeráveis, mas para alcançá-la bastava estudar e escrever um livro.

'Vamos escrever um, nós duas', disse Lila certa vez, e a coisa me encheu de alegria.

Talvez a ideia tenha ganhado corpo quando ela descobriu que a autora de Mulherzinhas ficou tao rica que deu uma parte de sua fortuna à família. Mas não tenho certeza. Pensamos sobre o assunto, eu disse que podíamos começar logo depois do exame de admissão. Ela concordou, mas não soube resistir. Enquanto eu tinha muito o que estudar, inclusive por causa das aulas vespertinas com Giglilola e a professora, ela estava mais livre, se lançou ao trabalho e escreveu um romance sem mim." pgs 63 e 64

Elena (Lenu) e Rafaella (Lila) são amigas há mais de sessenta anos. Certo dia, Lila some sem deixar vestígios. Roupas, documentos, fotos... Tudo foi levado ou "apagado". Como forma de vingança, ou ainda de resgatar a amiga perdida, Elena resolve escrever tudo que se lembra da história das duas. É assim que começa A amiga genial, primeiro volume da tetralogia Napolitana.

Antes de qualquer consideração sobre o livro, é preciso fazer um pequeno esclarecimento. Muitos foram os que compararam a série de Ferrante à do norueguês Karl Ove Knausgård (do qual também li o primeiro livro). Mas devo dizer que tratam-se de animais de espécies bem diferentes. É claro que há a semelhança no "objetivo" do livro (dizem que Ferrante trata de sua vida na tetralogia, que a Elena ser a narradora da história não é mero acaso), mas isso é muito pouco para se parelhar dois livros. A forma narrativa faz toda diferença aqui. Enquanto em Karl Ove temos uma narrativa muito autocentrada (para não dizer totalmente - e não digo isso como demérito), em Ferrante encontramos um panorama muito mais amplo, que vai além da relação de Lenu e Lila. O livro constrói o panorama de uma época e de um local muito específico. E isso faz toda a diferença na construção dos personagens. 

É preciso também mencionar o mistério Ferrante. O nome que assina o livro é o pseudônimo de uma autora que é reclusa, jamais se revelou e acredita que os livros, quando lançados, têm vida própria, não precisam de seus autores.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Os deuses somos nós

Tem uns livros que parecem nos "perseguir". Em março viajei e "tropecei" no livro de hoje numa dessas prateleiras de destaques. De volta da viagem, abro meu e-mail e lá está ele de novo, sendo vendido num preço especial. Dias depois entro numa livraria para comprar um "confort-book" e olha quem está bem na entrada da loja: Sapiens – Uma Breve História da Humanidade. Já que as deusas da literatura se esforçaram tanto para que eu encontrasse esse livro, me rendi ao destino e o comprei.

E foi uma das melhores compras da vida! 

O autor Yuval Noah Harari, consegue em pouco mais de 450 paginas traçar milênios de historia da humanidade de forma objetivante divertida.

Harari divide a historia da humanidade em "Revoluções". Essas revoluções, em sua maioria, são saltos cognitivos e tecnológicos. Inicia-se com os primeiros hominídeos se reconhecendo como indivíduos e grupos, passando pela criação da agricultura e domesticação dos animais, a criação do conceito de valor e a criação do dinheiro, a organização das religiões, das primeiras cidades, impérios, as grandes navegações a colonização do mundo pela Europa e o resultado de tudo isso: o mundo como é hoje. Paralelo a tudo isso, as pessoas descobrem a "ignorância" e a ciência passa a ser a força motriz do desenvolvimento da humanidade.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

[Flip 2015] Richard Flanagan


Richard Flanagan talvez seja um dos maiores nomes desta edição da Flip. Apesar de ter (até ano passado) apenas um livro traduzido no país, A terrorista desconhecida (lançado em 2009 pela Companhia das Letras), em 2014 ele ganhou notoriedade ao vencer o prestigiado prêmio Man Booker Prize por O caminho estreito para os confins do norte (que será lançado este mês pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros).

Nasceu na ilha da Tasmânia, Austrália em 1961. Richard abandonou a escola aos 16 anos, mas depois voltou a estudar na Universidade da Tasmânia. Em seguida, faz mestrado de Letras e História na Universidade de Oxford.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

[Flip 2015] Leonardo Padura

 
Leonardo Padura Fuentes foi o primeiro quase nome desta Flip. Desde o começo do ano o nome dele circulava entre boatos de possíveis autores da Festa, mas nunca era confirmado. Isso só aconteceu na coletiva de imprensa que aconteceu no mês passado que anunciava a programação completa.

Padura nasceu em Havana, Cuba, em 1955. É formado em letras e já trabalhou como jornalista, crítico e escritor.

Autor de mais de 19 livros, nos anos 90 ficou mais conhecido por uma séries de livros policiais na tetralogia chamada "As quatros estações", formada pelos romances Paisaje de otoño, Passado perfeito, As máscaras e Ventos de Quaresma (os três últimos publicados aqui pela Companhia das Letras), que tinham como protagonistas o tenente Mario Conde. Mas foi com o lançamento do romance histórico O homem que amava os cachorros, publicado no Brasil pela editora Boitempo, que Padura ganhou reconhecimento mundial.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Como chegamos até aqui

"Como chegamos até aqui?” Este é o titulo de um dos livros mais interessante e divertido que eu li este ano, mas também é uma pergunta que quase ninguém se faz. 

O autor Steve Johnson nos conta como as invenções que fazem parte do nosso dia a dia surgiram. Ele nos mostra que toda tecnologia, longe de ser um insight de uma mente brilhante, é resultado de anos, às vezes séculos, de pequenas inovações desenvolvidas por varias pessoas. 

Em cada um dos capítulos uma tecnologia é apresentada por Johnson e é interessante o fato de ele deixar claro que o surgimento dessa nova tecnologia afeta a vida das pessoas de uma forma que vai muito além do que seu inventor imaginava.

Essa visão do impacto das invenções no vários aspectos da vida cotidiana das pessoas é realmente muito interessante. O vidro, por exemplo, era a principio somente algo bonito e ornamental. Porém, com o desenvolvimento das suas técnicas de produção, ele passou a ser usado para fabricar utensílios domésticos e um novo salto tecnológico e foi possível: criar lentes que seriam usadas como óculos, em telescópios, que permitiram observar que a Terra não era o centro do universo, além de ultimamente estar nas telas de celulares e tablets ultramodernos.