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quarta-feira, 25 de março de 2015

[Drops] Pinóquio no país dos paradoxos

Pinóquio não é necessariamente um "conto de fadas" (em minha modesta opinião é mais uma fábula), mas se presta, como os contos de fadas, a releituras bem interessantes. Uma das mais recente é o livro de Alessio Palmeiro Aprosio, Pinóquio no Pais dos Paradoxos.

Nessa nova versão, Aprosio mantém todos os personagem que conhecemos, mas faz algumas alterações na história para poder incluir os paradoxos que são “explicados” pelo Grilo Falante no final de cada capítulo.

A ideia é bem interessante: utilizar uma história conhecida para explicar paradoxos filosóficos e matemáticos de forma bem simplificada e, acredito, consegue fazer isso com sucesso nos 19 capítulos do livro.

[Favoritos da casa] Flannery O'Connor

Por: Tatianne Dantas

O primeiro contato que tive com a Flannery O'Connor aconteceu de uma forma inusitada. Primeiro, devo dizer que passei a vida achando que tratava-se de um homem. Até sair a edição da Cosac Naify na coleção Mulheres Modernistas, Flannery era, no meu imaginário, um senhor ali meio aparentado com William Faulkner. Desfeito o engano, um dia estava observando a prateleira de literatura norte-americana da biblioteca e me deparei com o título A good man is hard to find and other stories da dita escritora e resolvi arriscar. Confesso que os motivos não foram muito nobres, queria só ler alguma coisa em inglês. Mas, como muitas vezes acontece, é na despretensão que temos as melhores experiências literárias. Foi justamente isso que aconteceu. Quando terminei o conto que dá título ao livro fiquei muitos minutos olhando para o teto e pensando que era uma das coisas mais maravilhosas que já havia lido na vida. Hoje, alguns meses depois de ter terminado todo o livro, acho que o encontro com Flannery foi um dos mais incríveis que a literatura já pôde me proporcionar.

Como faço sempre que termino algo muito bom, fui pesquisar quem era Flannery, do que ela era feita, quais outros livros haviam sido publicados. Queria ler todos. Descobri que o primeiro nome dela era Mary e que havia morrido muito jovem (39 anos) de uma doença muito debilitante, o lúpus. Seu pai também sofria da mesma doença. Ressaltei esses dois aspectos porque eles me disseram muito sobre a escritora Flannery, que dedicou sua vida a ser, principalmente, uma maravilhosa contista e abordar em seus textos o conflito que existe quando se tem uma formação muito cristã.

terça-feira, 24 de março de 2015

[Espananews] Graphic MSP 2015

Em seu Twitter e Instagram, Sidney Gusman, editor da coleção Graphic MSP tem dado dicas sobre os próximos lançamentos deste ano.

Em maio será lançado Penadinho - Vida, da dupla Cristina Eiko e Paulo Crubim. O casal divide a autoria do Quadrinhos A2, revista independente que já está em seu terceiro número.

Nos planos iniciais, o quadrinho que abriria a "temporada 2015" da coleção seria Louco, do Rogério Coelho, mas aconteceram alguns atrasos na produção e o álbum foi remanejado.

Sidney já divulgou dois frames do Penadinho e promete mais novidades e previews do quadrinho para abril.

segunda-feira, 23 de março de 2015

[Colaboradora] Americanah

Por: Mariana Tomazelli
Americanah é um romance de Chimamanda Adichie, uma escritora anglófona nigeriana. Chimamanda recebeu diversos prêmios por seus três romances (Hibisco roxo em 2003, Meio sol amarelo em 2006 e Americanah em 2013), sendo que este último foi vencedor do National Book Critics Circle Award e eleito um dos 10 melhores livros do ano pela NYT Book Review. A autora também é conhecida por suas duas palestras no TED: O perigo das histórias únicas (2009) e Sejamos todos feministas (2012). Parte de suas falas no TED Sejamos todos feministas foi incluída pela cantora Beyoncé na gravação de sua canção "Flawless" (olha que pop!).

Chimamanda merece ser lida e ouvida. Tanto seus discursos quanto sua escrita são extremamente inteligentes e envolventes. Suas referências e exemplos africanos são aproveitados com legitimidade e nos permitem ter uma visão menos estrangeira da África. Em seu maravilhoso TED sobre os perigos das histórias únicas, ela conta como sua forma de ver a literatura mudou ao conhecer livros escritos por africanos, bem menos acessíveis que os livros estrangeiros: "I realized that people who looked like me could live in books".

quarta-feira, 18 de março de 2015

[Leituras Compartilhadas] O homem do castelo alto

Amanhã acontece o nosso encontro de março do [Leituras Compartilhas], nosso clube de leitura, na Livraria da Vila Fradique Coutinho (veja abaixo como chegar). O tema de março era distopias e o livro escolhido foi O homem do castelo alto, do Philip K. Dick (que tem edição pela Aleph).

Na trama, conhecemos personagens que vivem no que seriam os Estados Unidos se a Alemanha nazista e seus aliados tivesse ganho a Segunda Guerra. O país foi dividido e parte dos estados são comandados pelos japoneses e os americanos são tratados como raça inferior. Os judeus que ainda sobrevivem devem viver na clandestinidade.  

O livro se passa em 1962 e Adolph Hitler está muito doente e impossibilitado de governar. Quem está no poder é o Chanceler Bormann, mas ele acaba de morrer e uma nova disputa de poder acontece: quem vai sucedê-lo e quais serão as consequências disso.

Neste contexto um livro começa a circular pela colônia nazista e causa escândalo. O gafanhoto torna-se pesado é um distopia dentro da distopia: seu misterioso autor imagina como seria o mundo se os nazistas tivessem perdido a guerra.

segunda-feira, 16 de março de 2015

[Colaboradora] Not just hamburguers!

Por: Danusa Penna
Este livrinho simples da Disal Editora traz uma forma divertida e simples de aprender inglês. A autora Virginia Klie é uma californiana que conta em detalhes suas comidas como lembranças de vida e, portanto, de gostos e culturas diferentes. Virginia conta que até descobrir o gosto do café brasileiro não entendia porque estes chamam o café americano de “cháfé”. 

Ela mostra o sabor americano para brasileiros e para o viajante brasileiro que quer aprender inglês. O livro tem a receita exatamente igual em português e inglês. E assim aprendemos como é vida americana pela boca. 

Eu fiz esta receita num dia que meu amigo João Elias de Brito, uma pessoa muito legal que amou meu estrogonofe. Depois fui repetir num dia com o Chef Carlos Ribeiro e Elisa Han e eu me achando muito esperta usei coxão mole. Resultado: a carne ficou dura. 

Um truque: se quiser impressionar e economizar como filé mignon, substitua por contra-filé ou alcatra. E uma coisa muito legal é substituir o creme de leite por coalhada você não vai se arrepender, fica um azedinho muito bom. Enfim para os Espanadores que são muito estudiosos é uma opção fora o Xbox de aprender inglês!

sexta-feira, 13 de março de 2015

A Confraria dos Espadas – Rubem Fonseca

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Após anos desde que visitei o clássico escritor brasileiro contemporâneo eis que me caem na mão dois livros dele, o primeiro é um livro de crítica/crônicas que provavelmente não vou resenhar, pois não consigo resenhar um livro de crítica. O segundo, A confraria dos espadas, é um livro de contos lançado primeiramente em 1998 e finalmente reeditado. Segundo Silviano Santiago este é o livro que marca a terceira guinada na obra de Rubem Fonseca. O fraco posfácio do livro cita isso mas não desenvolve para nos explicar quais seriam as características das fases na obra de Fonseca, mas após o término da leitura imagino que tenha algo a ver com minimalismo, e que me lembrou muito a última incursão na obra de Rubem com o romance, com O seminarista e como eu detestei o livro na época. E se por um lado isso não foi uma boa lembrança durante a leitura, por outro há concisão na impressão de Santiago, pois A confraria dos espadas tem muito mais a ver com esse romance de 2009 em termos estéticos do que com as outras obras superiores que li do escritor. Uma pena.

Antes de mais nada, vamos a alguns fatos deste resenhador: 1 - Ele odeia minimalismo; 2 – livros de contos são 8/80 com ele, ama muitos, odeia vários; e 3 – Ele tem uma descrença na humanidade. Bem.. talvez esse último não tenha tanto a ver em primeira instância, mas o ponto que saliento quando digo minimalismo na obra de Fonseca é que assim como o romance O seminarista há uma diminuição da narração para um termo tão simplificado da linguagem que ela não tem conteúdo emocional. Parece que tudo segue em uma linguagem de descrição cinematográfica das ações e não do ambiente. Some-se a isso aos temas urbanos comuns ao autor, violência e sexo, e temos o tom de todos os contos, por mais que alguns tentem inovar na técnica. A simplificação do período de narração está longe de ser uma técnica ao estilo Graciliano, que comprime em três frases mais sentidos que muito autor em três páginas, e sim uma simplificação que parece simplesmente deixar a história mais ágil, rápida e consequentemente sem emoção.

quinta-feira, 12 de março de 2015

[Drops] Criação - Origem da vida / Futuro da vida

"De onde vem a vida é uma entre um pequeno punhado das questões mais fundamentais que podemos formular. É uma pergunta que preocupou a humanidade ao longo de toda a sua existência. Todas as culturas e todas as religiões tem um mito da criação, desde os egípcios antigos, que possuíam um deus que espirrava, cuspia e se masturbava para criar o mundo até a história comparativamente comedida do Gênesis cristão, em que a vida é criada ex nihilo - a partir do nada- e os seres humanos a partir do nada." pp. 15

A origem da vida ainda é um mistério que rende debates acalorados. A única certeza que temos é que tudo começou com uma célula. Mas como e quando surgiu a primeira célula? Para onde vai a vida agora que cientistas podem manipular o DNA dessas células?

Nesse livro, (que na verdade são dois) o cientista Adam Rutherford se propõe explicar a Origem da Vida (livro um) e o Futuro da Vida (livro dois).

segunda-feira, 9 de março de 2015

Star Wars - Herdeiros do Império - Timothy Zahn

"Lentamente, deixou os olhos vagarem sobre a multidão. Não, ele se corrigiu, havia mais uma coisa diferente na cantina: praticamente nenhum dos outros contrabandistas que um dia haviam frequentado o lugar estava ali. Quem quer que tivesse assumido o que restara da organização de Jabba, o Hutt, devia ter mudado as operações para fora de Tatooine. Virando-se para dar uma espiada na porta dos fundos da cantina, disse a si mesmo que perguntaria a Dravis a esse respeito.
Ainda estava olhando pata o lado quando uma sombra cobriu a mesa. 
- Olá, Solo - disse uma voz debochada.
Han contou até três antes de se virar casualmente e encarar a voz.
- Ora, olá Dravis - ele assentiu - Quanto tempo! Sente-se.
- Claro - Dravis disse com um sorriso. - Assim que você e Chewie puserem as mãos em cima da mesa.
Han lançou-lhe um olhar magoado.
- Ah, o que é que há - ele disse, estendendo as duas mãos para segurar a caneca. - Você acha que eu faria você se deslocar toda essa distância só pra atirar em você quando chegasse aqui? Somos velhos camaradas, lembra?
- Claro que somos - disse Dravis, avaliando bem Chewbacca ao se sentar. - Ou pelo menos costumávamos ser. Mas fiquei sabendo que você virou um sujeito respeitável.
Han deu de ombros com eloquência.
- Respeitável é uma palavra tão vaga.
Dravis ergueu uma sobrancelha.
- Ah, bem, então sejamos específicos - ele disse, irônico. - Ouvi dizer que você entrou para a Aliança Rebelde, assumiu o posto de general, casou-se com uma ex-princesa de Alderaan e está com gêmeos a caminho.
Han fez um gesto autodepreciativo.
- Na verdade, da parte de general eu abri mão há alguns meses."
Pgs 42 e 43

2015 é o ano de Star Wars.

Para quem esteve longe da terra nos últimos meses e não sabe do que eu estou falando, vamos lá:
2015 estréia o novo filme de Star Wars. Só essa frase já justifica o meu texto e a ansiedade para o filme mais esperado do ano (Vingadores? Por favor!), mas existe muito mais!

Nos últimos meses tivemos três exemplos do Universo Expandido publicados por aqui: a coleção "Comics Star Wars" lançada pela Planeta Dagostini, com 70 volumes em capa dura e que abrange 35 anos de quadrinhos publicados pela Marvel e Dark Horse; a Marvel começou em janeiro (em dezembro teve uma prévia com a edição 0 sendo lançada na Comic Con Experience) a publicação da HQ de Star Wars inédita e que se passa logo após os acontecimentos do Episódio VI e em janeiro foi a revista em quadrinho mais vendida dos EUA (nove vezes mais que a 2ª colocada, a Batman 38); e
a editora Aleph começou a publicar os títulos do Universo Expandido de Star Wars com o livro: Herdeiros do Império - 1º livro da trilogia Trawn.

terça-feira, 3 de março de 2015

Diário de Inverno - Paul Auster

"Há trinta e dois anos, ou seja, quase exatamente na metade da sua vida, veio a notícia de que seu pai tinha morrido na véspera, numa outra noite de janeiro cheia de neve, tal como esta, vento frio, tempestade, tudo igual, o tempo passando e no entanto não passando, tudo diferente e no entanto tudo na mesma, e ele não teve sorte o bastante para chegar a completar setenta e quatro anos. Tinha sessenta e seis, e como você sempre teve a certeza de que ele iria viver muito, nunca se sentiu compelido a dissipar a névoa que sempre houve entre vocês dois, e assim, à medida que você foi se dando conta da realidade daquela morte súbita e inesperada, veio uma sensação de tarefa não concluída, a frustração vazia de palavras que não foram ditas, de oportunidades que se perderam para sempre. Ele morreu na cama fazendo amor com a namorada, um homem saudável cujo coração inexplicavelmente parou de funcionar. 
(...)
Hoje faz trinta e dois anos, e você continua lamentando aquela partida abrupta desde então, pois o seu pai não viveu o bastante para ver que seu filho incompetente, desprovido de senso prático, não terminou num asilo para pobres, o que foi sua grande preocupação, mas ele precisaria de vários anos de vida a mais para compreender isso, e causa-lhe tristeza pensar que quando seu pai de sessenta e seis anos morreu nos braços da namorada, você ainda estava batalhando em todas as frentes, ainda comendo a poeira do fracasso." 
Página 33-34

Tenho uma história curiosa com o escritor Paul Auster.

Quando comecei a trabalhar numa livraria tinha 23 anos e uma enorme inexperiência em literatura contemporânea. Uma das coisas que mais me fascinava no começo era ficar olhando as estantes e pegar um livro de algum autor que eu desconhecia e quem sabe tentar ler. E lembro de olhar um autor chamado Paul Auster, que tinha mais de 7 livros na estante. E a 'coleção' do autor era diferente dos outros, vinha numa sobrecapa de papelão (devem existir termos mais técnicos que esse, mas outra expressão que eu ouvi foi "Parece uma caixa de ovo"). Não sei explicar muito bem, mas era a época do lançamento do livro Homem No Escuro e saíram várias notícias e reportagens sobre o autor. Fiquei curioso e não sabia por onde começar.

É sempre uma questão fundamental não é mesmo? Como começar a ler um autor que já tem vários livros publicados?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Vida e obra de Terêncio Horto

André Dahmer talvez seja mais conhecido pelos seus personagens da série dos Malvados, principalmente pelo seu humor direto que muitas vezes chega a ser agressivo (num bom sentido, fique claro). Mas as tirinhas do poeta amargurado Terêncio Horto também merecem atenção.

Os quadrinhos do Terêncio são publicados em alguns jornais diários e foram compilados em um livro, o Vida e obra de Terêncio Horto. Como toda coletânea, há pontos fortes e fracos, mas é inegável que o personagem rende boas risadas e algum desconforto.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

[Favoritos da casa] Bukowski

Por: Michelle Henriques

Conheci Bukowski por acaso. Quer dizer, conheci há muito tempo, sempre via o nome dele ali e aqui, quando as redes sociais ainda estavam engatinhando. Até que um dia, no finzinho de 2007, um amigo me emprestou uma pilha de livros e no meio estava O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram o navio de Charles Bukowski. Foi o primeiro livro dele que li e foi paixão instantânea.

Eu tinha quase 20 anos, sabia pouco de livros e da vida (não que hoje eu saiba muito, mas enfim...), e me identifiquei com tudo que eu li nos textos dele. Devorei todos os seus romances, parti para os contos, crônicas e até mesmo os caça-níqueis que as editoras lançam. Guardei as poesias para depois, elas requerem mais tempo, mais intimidade e eu também não quero esgotar toda a obra dele de uma vez.

Num rápido bater de olhos, fica a impressão que ele só fala sobre mulheres, bebida e vagabundagem. Dependendo da interpretação, pode parecer só isso, mas para mim sempre teve mais. Após ler biografias, entrevistas, ver documentários eu fiquei com a nítida impressão de que ele era uma pessoa muito solitária e que essas coisas eram placebos para ele. Inclusive, em algum texto ele disse que só não se matou por causa de sua única filha, Marina.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Uma Breve História do Tempo - Stephen Hawking

2014 foi um ano bem interessante para o lado nerd da força, não porque Hobbit chegou ao fim (aleluia, irmãos!) ou porque o universo expandido de Star Wars finalmente chegou às prateleiras de nossas livrarias (ainda que o "episódio VII" chegue para explodir a mitologia dos livros logo mais no final do ano, mas como vovó dizia: "Antes tarde do que nunca"), mas porque houve uma redescoberta interessante por parte do cinema da parte científica da FC. Primeiramente de maneira bem prática no último épico de Christopher Nolan, Interestelar, e depois de maneira bem simples na cine-biografia de Stephen Hawkings, A Teoria de Tudo. 

Interestelar pode não ser a obra prima de Nolan, mas ele tem coragem de tentar ser bem ousado a colocar tantas teorias de ciência moderna em um filme de quase horas, e eu me perguntei ao sair do cinema onde será que as pessoas começavam a viajar no filme, pois tenho certeza que quando o personagem de Cooper parece não envelhecer em sua viagem, enquanto sua filha vira uma Jessica Chastain pode ter sido confuso dependendo de sua intimidade com Física, Astronomia e velha máxima de Einstein: Tempo é relativo.

Se você ficou curioso em aprender mais sobre a atual visão das estrelas e astros, aquele que pode te guiar pelo caminho complexo do tempo e espaço, e como esses duas instâncias são quase indissociáveis, é Stephen Hawking. Ele foi alvo de uma cinebiografia agradável mas que não tem nada demais, A Teoria de Tudo, que ganhou o Oscar de melhor ator no domingo - um fato que podemos discutir bastante do ponto de vista de atuação -, mas é indiscutível que Hawking é uma das mentes mais brilhantes, senão a mais brilhante, no ramo da Astronomia. Agora isso não é porque suas teses científicas são fáceis de ler, e sim porque ele criou obras específicas que traduzem as grandes teorias em uma linguagem mais acessível para o grande público. E sendo assim, chegamos ao livro que começou tudo: Uma breve história do tempo, que em função do filme finalmente foi reeditado, pois estava há um tempão esgotado.